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Dólar dispara fechando a R$4,14 na máxima de dois meses

Por Pablo Vinicius Souza
13 janeiro 2020 - 19:53

O dólar comercial encerrou em alta de 1,15% contra o real brasileiro, sendo cotado a R$4,1410 na venda, renovando a máxima de dois meses.

Na ausência de catalisadores específicos, os agentes do mercado apontaram o baixo volume de ingressos de recursos e o movimento de compras defensivas como as vertentes responsáveis pelo desempenho do dia.

Outro aspecto que também exerceu influência para a valorização da divisa americana foi a expectativa pela assinatura do acordo comercial entre Estados Unidos e China.

Potencialmente, as condições negociadas poderão impactar o comércio do Brasil, já que os chineses serão obrigados a aumentar as compras de produtos agrícolas americanos.

Atualmente, o gigante asiático é um dos principais importadores de commodities produzidas no país, de modo que o acordo poderá afetar drasticamente a demanda chinesa por produtos nacionais.

Tais perspectivas interferem, inclusive, nas previsões de entradas de recursos estrangeiros, uma vez que, o comércio internacional poderá sofrer uma forte queda.

No exterior, o dólar se fortaleceu contra as principais moedas emergentes e o real liderou as perdas considerando as 33 divisas mais líquidas do mundo.

Juros Futuros

Na renda fixa, os contratos de juros futuros fecharam em alta, com as taxas mais longas da curva anotando recomposição mais acentuada do prêmio de risco.

No radar, pairavam as dúvidas sobre o avanço da economia brasileira, tendo em vista que os indicadores mostraram uma realidade aquém do previsto.

Além disso, o comportamento contido da inflação demonstra que há uma boa chance de o Banco Central dar continuidade à flexibilização da taxa Selic no curto prazo.

O DI outubro/2020 subiu para 4,36% (4,35% no ajuste anterior), o DI abril/2023 cresceu para 5,85% (5,81% no ajuste anterior) e o DI janeiro/2025 saltou para 6,45% (6,38% no ajuste anterior).


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