Dólar e índice

Dólar dispara com disputa pela Ptax e aversão ao risco no exterior

Por Fast Trade
31 julho 2020 - 11:52 | Atualizado em 31 julho 2020 - 13:10

O dólar comercial opera em forte alta nesta sexta-feira (31), refletindo a disputa pela Ptax e o aumento da aversão ao risco no exterior.

Em meio ao fortalecimento da divisa americana contra as moedas emergentes, o real apresentava um dos piores desempenhos da sessão.

Embora os indicadores chineses e europeus tenham vindo ligeiramente positivos, os interesses técnicos pressionavam o aumento da demanda por proteção.

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Na Europa, o Produto Interno Bruto (PIB) da França contraiu 13,8% no segundo trimestre, enquanto o PIB da União Europeia recuou 15%.

Mesmo assim, o mercado recebeu os dados com certa dose de otimismo, já que as projeções dos economistas apontavam para um tombo ainda mais forte.

Em contrapartida, na China, o índice de gerente de compras (PMI) da indústria subiu para 51,1 pontos em julho, demonstrando a expansão das atividades no setor.

No Brasil, em dia de pregão muito volátil, os investidores defendiam suas posições na rolagem de contratos cambiais futuros.

Como a Ptax de final de julho é a taxa referencial para a liquidação dos contratos de dólar com vencimento para agosto, sua definição será divulgada hoje, após as 13h.

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Também agitava as perspectivas do câmbio a reunião do Comitê de Política Monetária do Banco Central, que acontecerá na semana que vem.

A expectativa é que a instituição decida por um novo corte de 0,25% na taxa Selic, que deve cair à faixa de 2% ao ano.

Ás 11h51 (horário de Brasília), o dólar comercial avançava 1,32% contra o real, sendo cotado a R$5,2220 na venda.

Juros Futuros operam mistos de olho na decisão do Copom

Os contratos de juros futuros operavam sem direção comum, registrando aumento nas taxas de curto de médio prazo em atenção à Selic.

Desse modo, a renda fixa está precificando que haverá flexibilização residual na próxima reunião entre os dirigentes do Copom.

Além disso, o recuo nos vértices de longo prazo deixa evidente a crença no avanço da agenda de reformas e na expectativa pela adoção prolongada de juros mais baixos.

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Segundo analistas, o comportamento dos DIs também mostra a confiança do mercado de que o Brasil apresentará um bom desempenho fiscal, apesar do momento de turbulências.

O DI janeiro/2021 subia 0,26% sendo negociado a 1,91% (1,90% no ajuste anterior) e o DI janeiro/2025 caía 0,0,39% sendo vendido a 5,17% (5,20% no ajuste anterior).

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