Dólar e índice

Dólar dispara a R$5,45 em reação à “intervenção” política nas estatais

Por Fast Trade
22 fevereiro 2021 - 18:22 | Atualizado em 23 fevereiro 2021 - 12:54

O dólar comercial fechou em alta de 1,39% nesta segunda-feira (22), na cotação de R$5,4590 na venda, em reação à intervenção política nas estatais.

Depois de atingir o patamar de R$5,5336 na máxima do dia, a divisa americana suavizou o movimento, mas não apagou a valorização registrada neste pregão.

Por esse motivo, o Banco Central vendeu US$1,6 bilhão de recursos à vista através de um leilão de linha para rolagem parcial.

Devido à forte demanda, o câmbio interno absorveu integralmente a oferta, mas, mesmo assim, o real anotou um dos piores desempenhos do dia.

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Na cena local, a troca da presidência da Petrobras e as mudanças no setor de energia anunciadas pelo governo formaram os fatores críticos do momento.

O avanço de ingerências políticas sobre as companhias estatais gerava preocupações, contaminando a percepção dos investidores sobre o mercado brasileiro.

Desse modo, tal situação deixou evidente um enfraquecimento da agenda liberal e das diretrizes apoiadas pelo ministro da Economia, Paulo Guedes.

Além do descontrole da segunda onda de contágio do Covid-19 e do atraso no cronograma de vacinação, o cenário macroeconômico ainda enfrentou este clima de incertezas.

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No exterior, o fortalecimento do dólar foi generalizado e aconteceu em função das preocupações sobre uma reversão do fluxo de capital estrangeiro.

Isto porque, frente à perspectiva de aprovação do pacote de estímulos, o rendimento dos títulos dos EUA de longo prazo disparou.

Da mesma forma, o aumento dos juros provocava um salto nos níveis de inflação, podendo resultar em choques de preços.

Juros futuros disparam com foco no cenário doméstico

Os contratos de juros futuros encerraram em forte alta, refletindo as turbulências do cenário doméstico e a piora na percepção de risco dos investidores.

Acima de tudo, o movimento dos DIs foi uma reação à interferência de Bolsonaro na Petrobras e às ameaças de mudanças em outras estatais.

Além disso, a alta dos juros dos títulos públicos dos EUA, os T-notes de 10 anos, também ajudou a adicionar prêmio ao longo da curva.

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Apesar de ter aberto nas máximas do dia, os DIs desaceleraram, mas permaneceram com ampla força compradora.

O DI maio/2021 subiu para 2,16% (2,12% no ajuste anterior), o DI outubro/2022 avançou para 4,97% (4,80% no ajuste anterior) e o DI janeiro/2024 saltou para 6,35% (6,16% no ajuste anterior).

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