Dólar e Câmbio

Dólar dispara a R$ 5,14 e encerra a terceira semana consecutiva de ganhos

Por Fast Trade
17 junho 2022 - 18:25 | Atualizado em 17 junho 2022 - 19:13
Créditos: shutterstock.com

O dólar comercial fechou em alta de 2,31% nesta sexta-feira (17), na cotação de R$ 5,1410 na venda, concluindo a terceira semana consecutiva de ganhos. Incorporando os efeitos da decisão do Federal Reserve de aumentar os juros dos EUA, o real apresentou o pior desempenho deste pregão.

Apesar de o mercado brasileiro contar com uma das taxas de juros mais atrativas do mundo – a Selic está em 13,25% ao ano –, a moeda local sucumbiu à pressão externa. Na semana mais curta devido ao feriado de Corpus Christi, a divisa americana contabilizou alta de 3,14%.

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No radar, a política monetária continua ganhando destaque, com vários Bancos Centrais ao redor do mundo elevando os juros na tentativa de conter o avanço da inflação. O Federal Reserve anunciou um reajuste em sua taxa na última quarta-feira (15) e hoje foram as autoridades da Inglaterra e da Suíça.

Diante disso, aumentaram as preocupações de que possa ocorrer uma recessão econômica global, considerando a atual pressão sobre os preços e os demais desafios geopolíticos, como a guerra na Ucrânia e a Covid-19 na China. Com efeito, este movimento sustentou a forte demanda por dólar em quase todos os mercados.

Juros futuros registram forte queda seguindo a correção do petróleo

Os contratos de juros futuros encerraram com forte queda, seguindo o movimento de correção no petróleo no mercado internacional. Pressionada pelos temores de uma recessão, a commodity registrou perdas de 6% e isso acelerou a queima do prêmio de risco nos DIs.

Além disso, as taxas também repercutiram neste pregão a decisão do Copom da última quarta-feira. Nesse sentido, a leitura do mercado é de que o comunicado foi mais “dovish” quanto ao alcance da meta de inflação em 2023, já que definiu um intervalo para o indicador.

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Por outro lado, o Banco Central enfatizou que o nível de incerteza continua elevado, o que inclui os potenciais impactos das medidas tributárias. Ademais, as eleições sempre trazem uma volatilidade adicional ao cenário macroeconômico e isso também deve ser levado em consideração.

O DI outubro/2022 recuou para 13,38% (13,45% no ajuste anterior), o DI janeiro/2024 caiu para 13,22% (13,43% no ajuste anterior) e o DI julho/2025 declinou para 12,42% (12,66% no ajuste anterior).

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