Dólar e índice

Dólar dispara 2,25% e fecha a R$5,63 com piora na pandemia e situação fiscal

Por Fast Trade
24 março 2021 - 18:21 | Atualizado em 24 março 2021 - 20:14
maior fechamento desde maio

O dólar comercial fechou em alta de 2,25% nesta quarta-feira (24), na cotação de R$5,6380 na venda, refletindo a piora na pandemia e as incertezas sobre a situação fiscal.

Com este resultado, a divisa americana alcançou a maior alta diária desde setembro do ano passado, sinalizando uma forte demanda por proteção. Desse modo, o real voltou a liderar o ranking de moedas emergentes que mais depreciaram em 2021.

Sem o suporte do Banco Central e pressionado pelos relatos de que a Argentina dará um calote em sua dívida externa, o câmbio local reverteu a tendência do início do pregão.

Apesar de o mercado ter andado um pouco de lado nos últimos dias, a decisão do Copom de elevar a taxa Selic em 0,75% concedeu um certo alívio. No entanto, o atraso nas vacinas e as dúvidas sobre o andamento das reformas contribuíram com a desvalorização da moeda brasileira.

Dólar e Mini dólar – Desvendando este mercado

Para tentar amenizar a situação, o presidente Jair Bolsonaro anunciou a criação de um comitê para gerenciar o plano de combate à pandemia.

Além disso, ele enfatizou que esse será o ano da vacinação dos brasileiros, porém, voltou a defender o chamado “tratamento precoce” que não tem comprovação científica.

Como resultado, o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM), contrariou o chefe do Planalto, dizendo aos interlocutores que o comitê baseará suas decisões na ciência.

Diante de um cenário de aumento dos casos de infecção e mortes, os analistas estimam grande possibilidade de o auxílio emergencial ser prorrogado novamente.

Juros futuros avançam de olho no cenário doméstico

O desequilíbrio fiscal e o agravamento da pandemia influenciaram o comportamento dos contratos de juros futuros, pressionando o aumento nas taxas em todos os períodos.

Desse modo, ao longo do dia, as taxas de longo prazo chegaram a avançar 20 pontos-base em relação ao ajuste anterior. Diante da forte tensão no mercado, o movimento de saída de fluxo estrangeiro se acentuou, pressionando a adição de prêmio de risco.

Como resultado, a curva de juros chegou a precificar elevação da Selic em 1% na próxima reunião do Copom, que acontecerá em maio.

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O DI julho/2021 subiu para 3,34% (3,31% no ajuste anterior), o DI outubro/2022 avançou para 6,24% (6,09% no ajuste anterior) e o DI janeiro/2024 saltou para 7,65% (7,42% no ajuste anterior).

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