Dólar e Câmbio

Dólar dispara 2% e fecha a R$ 5,10 em dia de forte tensão global

Por Fast Trade
24 fevereiro 2022 - 19:00 | Atualizado em 24 fevereiro 2022 - 19:59
Fed

O dólar comercial fechou em alta de 2,02% nesta quinta-feira (24), na cotação de R$ 5,1010 na venda, refletindo a forte tensão global. Em atenção ao ataque da Rússia à Ucrânia, a divisa americana se fortaleceu, alcançando a maior alta diária em quase cinco meses.

Contudo, a forte valorização vista no início dos negócios se arrefeceu no decorrer da tarde, levando a moeda dos EUA a ficar longe das máximas. Ficou em destaque as falas do presidente Joe Biden sobre os desdobramentos da invasão da Rússia à Ucrânia.

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Embora as tropas russas estejam avançando rumo à capital Kiev, o chefe da Casa Branca disse que tudo está caminhando conforme o previsto. Ainda assim, o clima é de tensão, pois houve confrontos entre militares ucranianos e russos em três frentes, tendo em vista que Moscou organizou incursões pelas vias terrestre, marítima e terrestre.

Nesse sentido, este já é o maior ataque a um estado europeu desde a Segundo Guerra Mundial, que resultou em centenas de milhares de mortos. Até agora, os EUA, a União Europeia e a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) se limitaram à imposição de sanções econômicas.

“O dólar dos EUA é uma moeda ‘porto seguro’ que tende a se recuperar durante períodos de maior incerteza geopolítica ou sentimento de ‘risco’ nos mercados financeiros” – explicou o UBS em nota. Ademais, o banco acrescentou que a moeda está em uma posição tática e estratégica neste momento, tendo em vista os aumentos de juros que serão promovidos pelo Federal Reserve.

Juros futuros avançam acompanhando a disparada das commodities

Os contratos de juros futuros encerraram com aumento nas taxas em todos os períodos, acompanhando o clima de aversão ao risco e a disparada das commodities. Frente à perspectiva de um cenário de conflito global, o mercado vem se ajustando ao aperto na oferta de matérias-primas energéticas e agrícolas.

Desse modo, esses ativos registraram fortes ganhos ao longo do pregão, elevando a percepção de risco quanto à inflação, o que tende a impulsionar a adição de prêmio de risco.

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O DI julho/2022 subiu para 11,93% (11,90% no ajuste anterior), o DI julho/2023 avançou para 12,38% (12,29% no ajuste anterior) e o DI julho/2025 saltou a 11,28% (11,16% no ajuste anterior).

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