Dólar e índice

Dólar desaba com medidas de estímulos e Payroll nos EUA

Por Fast Trade
05 junho 2020 - 11:45 | Atualizado em 05 junho 2020 - 13:00

O dólar comercial opera em expressiva queda nesta sexta-feira (05), reagindo às medidas de estímulos adotadas pelos países e ao surpreendente Payroll dos Estados Unidos.

Na manhã de hoje, a divisa americana furou a fronteira psicológica de R$5 amparada pela percepção de que a economia global passará por um forte período de recuperação.

Nesse sentido, o enfraquecimento do câmbio foi impulsionado pela adoção de mais estímulos econômicos pela União Europeia e por países como China e Japão.

Além disso, a redução do número de casos de Covid-19 nas regiões mais afetadas fomentava a esperança de que a pandemia será controlada em breve.

Embora a atividade econômica em todos os lugares do mundo tenha sofrido uma forte contração no período de agravamento do surto de coronavírus, a aceleração na retomada do crescimento sinalizava que o pior cenário ficou para trás.

Nesse contexto, o destaque era para o relatório de empregos dos EUA, chamado “Payroll”, que surpreendeu positivamente o mercado.

Em maio, o mercado de trabalho americano criou 2,5 milhões de empregos formais, quando a previsão era de redução em mais de 8 milhões de vagas.

Desse modo, a expectativa era que o desemprego avançasse para 19,5% no período, quando, o indicador diminuiu para 13,3%.

Diante disso, houve um aumento generalizado do apetite ao risco, que serviu como suporte para a o movimento de valorização das moedas emergentes.

Na mínima do dia, o dólar chegou a tocar em R$4,9680 e, na máxima, alcançou o valor de R$5,0780, fazendo uma sessão muito volátil.

No Brasil, as atenções se concentravam no cenário político, sobretudo, nas manifestações pró-democracia e contra o governo, que acontecerão no próximo domingo.

Ás 11h45 (horário de Brasília), o dólar comercial desvalorizava 2,89% contra o real, sendo cotado a R$4,9790 na venda.

Juros Futuros avançam em atenção ao cenário macroeconômico

Na renda fixa, os contratos de juros futuros destoavam da tônica cambial e avançavam, de olho no cenário macroeconômico.

Nesse sentido, os operadores do mercado adicionavam prêmio de risco, avaliando as perspectivas negativas do cenário fiscal, sobretudo, após o governo anunciar a prorrogação do auxílio emergencial.

O DI novembro/2020 subia 2,05%, sendo negociado a 2,24% (2,19% no ajuste anterior) e o DI janeiro/2025 avançava 2,80% sendo vendido a 5,87% (5,71% no ajuste anterior).

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