Dólar e índice

Dólar declina a R$5,32 após alívio com o discurso de Trump

Por Fast Trade
29 maio 2020 - 17:53 | Atualizado em 29 maio 2020 - 18:09

O dólar comercial fechou em queda de 1,04% nesta sexta-feira (29), na cotação de R$5,3250 na venda, refletindo o alívio com o discurso de Trump.

Depois de avançar em meio às preocupações de uma possível ruptura comercial entre Estados Unidos e China, a divisa americana mudou de direção, reagindo à intensa volatilidade das negociações.

Nesse sentido, o movimento do câmbio foi influenciado pela notícia de que o governo americano não pretende encerrar o acordo comercial com o gigante asiático.

Embora Donald Trump tenha acusado o governo chinês de liderar as decisões tomadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS), as sanções ficaram restritas à situação de Hong Kong.

Desse modo, a Casa Branca decidiu retirar as isenções que estabelecem tratamento diferenciado ao território, alegando que o governo local não goza de autonomia.

Isso porque, Pequim aprovou uma lei de segurança nacional aplicada à ex-colônia britânica, o que consagrou a influência chinesa no território.

Nesse contexto, o dólar fechou a semana anotando uma depreciação de 4,19% contra o real e uma baixa mensal de 1,79%.

Contudo, no ano, a moeda dos EUA acumula alta de 33,08% contra a moeda brasileira, que, atualmente, apresenta a maior queda dentre as divisas mais líquidas.

O mercado também repercutiu as declarações do presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, sobre a atual conjuntura macroeconômica.

Nas palavras do executivo, a instituição está preparada para fazer uma intervenção ainda maior caso o desempenho do real volte a destoar dos pares emergentes.

Além disso, Campos Neto ressaltou que não haverá um esgotamento da efetividade das políticas monetárias no curto prazo, destacando que as medidas heterodoxas devem ser utilizadas em um momento posterior.

Juros Futuros registram leve queda reagindo ao cenário macroeconômico

Os contratos de juros futuros encerraram com leve queda nas taxas em todos os períodos, reagindo aos dados econômicos e às perspectivas na política monetária.

Assim, os investidores de renda fixa digeriram a queda de 1,5% no Produto Interno Bruto (PIB) do primeiro trimestre, em comparação aos três meses imediatamente anteriores.

Com o enfraquecimento da atividade econômica, é provável que a Selic permaneça em níveis baixos por mais tempo e isso achatou a curva de juros.

Ademais, o movimento dos DIs refletiu o posicionamento do Banco Central em garantir a efetividade das medidas de estímulo no curto prazo.

O DI novembro/2020 caiu para 2,31% (2,35% no ajuste anterior), o DI julho/2023 recuou para 4,79% (4,81% no ajuste anterior) e o DI janeiro/2026 declinou para 6,48% (6,53% no ajuste anterior).

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