Dólar e índice

Dólar cede a R$5,67 apoiado pelo viés positivo do exterior

Por Fast Trade
05 abril 2021 - 18:42 | Atualizado em 05 abril 2021 - 19:54
Dólar cai com exterior favorável e mira R$5,00 no primeiro pregão de

O dólar comercial fechou em queda de 0,63% nesta segunda-feira (05), na cotação de R$5,6790 na venda, apoiado pelo viés positivo do exterior.

Isto porque, os indicadores mais fortes nos EUA enfraqueceram a divisa americana contra quase todas as moedas de mercados emergentes. O relatório de empregos (Payroll) mais forte e o avanço do ISM de serviços para 63,7 pontos em março contribuíram para o alívio no câmbio.

E em um dia de agenda fraca no Brasil, o real aproveitou o movimento e se fortaleceu, devolvendo parte das perdas acumuladas durante o ano.

Embora as preocupações referentes ao impasse sobre o orçamento tenham pesado nos últimos pregões, o noticiário sobre o feriado trouxe um clima de “acordo político” no Congresso.

Dólar e Mini dólar – Desvendando este mercado

Desse modo, existe uma cooperação dos parlamentares para evitar ultrapassar o teto de gastos, apesar da resistência de alguns setores. Inclusive, o ministro Paulo Guedes negou que haveria um impasse me torno do orçamento, dizendo que existe apenas um problema de coordenação.

Assim, durante um evento organizado pela XP Investimentos e pelo Infomoney, Guedes reforçou a ideia de que a imprensa dá importância apenas para o “barulho”, mas não para o trabalho que está sendo feito por detrás dos holofotes.

Por outro lado, houve uma melhora substancial nos números da pandemia, com os estados Amazonas e Rio Grande do Sul apresentando desaceleração das infecções.

Não só em razão da campanha de vacinação, mas também, pelas medidas de isolamento, a tendência é que as próximas semanas sejam de queda nos indicadores em todo o país.

Juros futuros se ajustam em queda com foco no risco fiscal

Os contratos de juros futuros encerraram com redução nas taxas em todos os períodos, com foco nas incertezas da dívida pública.

Sem novidades em relação às brechas presentes no orçamento e diante de um contexto de pressões inflacionárias, o movimento nos DIs continuou precificando a chance de alta na Selic em 1%.

Guia do Investidor Iniciante

Nesse sentido, o recuo dos juros foi bem tímido, apesar da correção vista nos últimos dias. Mesmo assim, os vértices intermediários e longos continuam próximos do “high”, acumulando bastante prêmio de risco.

O DI julho/2021 caiu a 3,30% (3,31% no ajuste anterior), o DI outubro/2022 recuou para 6,11% (6,10% no ajuste anterior) e o DI janeiro/2024 cedeu a 7,58% (7,60% no ajuste anterior).

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