Dólar e Câmbio

Dólar cede 2,7% e fecha a R$4,85 com cenário internacional

Por Fast Trade
08 junho 2020 - 18:02 | Atualizado em 08 junho 2020 - 18:56
Dólar (DOLFUT): Em dia de ata do Copom, dólar cai com exterior e à espera de falas de diretores do Fed

O dólar comercial fechou em queda de 2,70% nesta segunda-feira (08), na cotação de R$4,8560 na venda, com foco no cenário internacional.

Dando sequência ao rali de baixa visto nos últimos dias, a divisa americana refletiu a expectativa pela reabertura das cidades no Brasil e no exterior.

Nesse contexto, os investidores renovaram o apetite ao risco após os países mais afetados pelo Covid-19 demonstrarem controle sobre a propagação da doença.

Além disso, a divulgação do relatório de empregos dos EUA evidenciando a criação de 2,5 milhões de novos postos de trabalho em maio demonstrou que a atividade local já está em recuperação.

Em meio ao clima de otimismo, os resultados da balança comercial da China mostraram que a economia global pode demorar para voltar ao normal.

Nesse sentido, as importações do gigante asiático sofreram um recuo de 16,7% em maio, na comparação anual, na maior contração desde janeiro de 2016.

Embora as exportações chinesas tenham recuado apenas 3,3% no período, os economistas acreditam que o volume comercializado internacionalmente nos próximos tende a ser menor.

No Brasil, as incertezas no cenário político seguem pressionando o desempenho do real, apesar da valorização alcançada nas últimas semanas.

Entre os julgamentos dos processos de cassação no TSE e as ações de Fake News no STF, a chapa Bolsonaro-Mourão se mantém graças ao acordo realizado com o Centrão.

Mesmo assim, as críticas constantes do presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, ao governo acentuaram o clima de tensão entre os poderes.

Em outro front, o boletim Focus do Banco Central divulgado hoje revisou as projeções para o Produto Interno Bruto (PIB), prevendo um declínio de 6,48% em 2020.

Diante disso, cresceram as apostas de que o Comitê de Política Monetária (Copom) promoverá um novo corte na taxa Selic na próxima reunião.

Juros Futuros encerram mistos de olho na recuperação econômica

Na renda fixa, os contratos de juros futuros encerraram mistos, com as taxas curtas e intermediárias precificando a recuperação da economia.

Em contrapartida, houve redução do prêmio de risco nos vértices mais longos, refletindo as falas do presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto.

Durante um evento do Goldman Sachs, o executivo explicou que a instituição pretende continuar com a flexibilização da Selic, apesar do aumento na variância do balanço de riscos.

O DI janeiro/2021 subiu para 2,19% (2,17% no ajuste anterior), o DI abril/2023 avançou para 4,46% (4,42% no ajuste anterior) e o DI janeiro/2026 recuou para 6,25% (6,33% no ajuste anterior).

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