Dólar e índice

Dólar cai a R$5,42 com agenda econômica e exterior positivo

Por Fast Trade
29 junho 2020 - 17:50 | Atualizado em 29 junho 2020 - 18:55

O dólar comercial caiu 0,68% nesta segunda-feira (29), fechando na cotação de R$5,4270 na venda, em atenção à agenda econômica local e ao cenário externo positivo.

Pressionada pelo otimismo com a retomada das atividades, a divisa americana depreciou contra as principais moedas globais, devolvendo parte do prêmio acumulado nas últimas semanas.

Nesse sentido, com o fim do semestre, a volatilidade tende a pressionar as negociações, devido à disputa pela formação da Ptax, que serve de referência para a liquidação de ativos cambiais.

Adicionalmente, o Banco Central realizou uma intervenção, leiloando 12 mil contratos de swap cambial tradicional para rolagem.

Na sessão de hoje, os investidores repercutiram a publicação de uma série de indicadores relevantes para caracterizar a atual conjuntura.

Segundo dados do Cadastro Nacional de Empregados e Desempregados (CAGED), o país fechou 331.901 postos de trabalho formais durante o mês de maio.

Da mesma forma, o Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M) de junho avançou 1,56%, superando as projeções de alta em 1,47% realizadas pelo Broadcast.

Além disso, a confiança da indústria subiu para 77,6 pontos em junho, registrando um crescimento de 16,2 em relação a maio.

Outro fator de peso foi a pesquisa Focus do Banco Central, que revisou as estimativas do Produto Interno Bruto (PIB) indicando uma contração 6,54% em 2020.

Contudo, a surpresa ficou com o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que, segundo as previsões, deve subir para 1,63% no ano.

Digno de nota, esse movimento de alívio estava ancorado nas perspectivas recuperação da economia global, apesar de o número de casos de Covid-19 aumentar exponencialmente.

Inclusive, nos Estados Unidos, autoridades da Flórida, Texas, Califórnia e Arizona retomaram as medidas de isolamento social visando conter a propagação da doença.   

Juros Futuros declinam de olho no resultado primário e no maior apetite ao risco

Na renda fixa, os contratos de juros futuros registraram queda nos vértices em todos os períodos, refletindo o resultado primário do governo central.

Assim, na ausência de novos drivers, o movimento das taxas foi limitado pelo déficit de R$126,609 milhões em maio, que veio abaixo das previsões do ministério da Economia.

Desse modo, em função dos gastos extraordinários gerados pelo combate à pandemia, o mercado esperava um déficit de R$134,7 bilhões, segundo o Credit Suisse.

O Secretário do Tesouro Nacional, Mansueto Almeida, explicou que a situação não está boa e que o tombo não foi maior porque o governo não realizou o pagamento de precatórios.

Ademais, os DIs acompanharam o clima de alívio externo, com o aumento do apetite ao risco, apesar das preocupações com a expansão do coronavírus.

O DI novembro/2020 caiu para 2,07% (2,06% no ajuste anterior), o DI julho/2023 recuou para 4,60% (4,67% no ajuste anterior) e o DI janeiro/2026 cedeu para 6,29% (6,38% o ajuste anterior).

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