Dólar e índice

Dólar cai a R$5,41 refletindo o embate entre estímulos e vacina

Por Fast Trade
11 agosto 2020 - 17:57 | Atualizado em 11 agosto 2020 - 18:56

O dólar comercial fechou em queda de 0,90% nesta terça-feira (11), na cotação de R$5,4140 na venda, refletindo o embate entre os estímulos nos Estados Unidos e a vacina da Rússia contra o Covid-19.

Após uma abertura mista, a divisa americana perdeu força no câmbio interno, acompanhando ao movimento de maior apetite ao risco no exterior.

Segundo os analistas, é normal haver uma correção nas moedas emergentes, tendo em vista a sequência de perdas que registraram nos últimos dias.

Nesse contexto, as atenções se concentravam na afirmação do presidente russo, Vladimir Putin, ao anunciar que o seu país desenvolveu a primeira vacina do mundo com eficácia comprovada contra o coronavírus.

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Batizada de Sputnik V, a vacina, inclusive, já teria parcerias para sua produção no Brasil e em outros países fortemente afetados pela pandemia.

Além disso, o salto nas vendas de veículos na China e a perspectiva de forte recuperação econômica na Alemanha também contribuíram com o ajuste.

Outro importante aspecto que influenciava as movimentações era a expectativa pela aprovação do pacote de estímulos que está sendo negociado no Congresso dos EUA.

Nesse sentido, Republicanos e Democratas estão deliberando uma proposta consensual para injetar em torno de US$1 trilhão em recursos na economia norte-americana.

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Por aqui, os investidores repercutiam a deterioração do quadro fiscal diante de um possível aumento nos níveis de endividamento público.

Segundo interlocutores do governo, estaria em debate a prorrogação do estado de calamidade pública para 2021, o que permitiria o descumprimento do teto de gastos por mais um ano.

Apesar de a equipe econômica se posicionar contra a medida, parlamentares próximos ao presidente Jair Bolsonaro têm pressionado o aumento dos investimentos.

Juros Futuros fecham majoritariamente em alta de olho na ata do Copom

Na renda fixa, os contratos de juros futuros fecharam majoritariamente em alta, em atenção ao conteúdo da ata da reunião do Copom.

Desse modo, o movimento dos DIs reagiu ao tom “dovish” do Banco Central, que decidiu manter aberta a possibilidade de eventuais ajustes na taxa Selic.

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Acima de tudo, o comunicado evidenciou a intenção de deixar a taxa básica em níveis muito baixos por um período prolongado, o que contribuiu para a queda dos vértices de curto prazo.

O DI janeiro/2020 caiu para 1,87% (1,88% no ajuste anterior), o DI janeiro/2024 saltou para 4,86% (4,79% no ajuste anterior) e o DI janeiro/2026 avançou para 6,10% (6% o ajuste anterior).

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