Dólar e índice

Dólar cai a R$5,34 com dados do varejo e Covid-19 no radar

Por Fast Trade
08 julho 2020 - 17:59 | Atualizado em 08 julho 2020 - 18:50

O dólar comercial caiu 0,63% nesta quarta-feira (08), fechando na cotação de R$5,3490 na venda, em atenção aos dados do varejo, apesar da expansão do Covid-19.

Depois de oscilar a maior parte do dia, a divisa americana se firmou em trajetória de queda, refletindo o salto de 13,9% nas vendas do setor varejista, registradas em maio.

Desse modo, o indicador superou a mediana das projeções dos economistas, que indicavam um aumento de apenas 5,7% na comparação com o resultado de abril.

Com números mais consistentes e cenários mais otimistas no âmbito macroeconômico, o mercado segue precificando uma recuperação acelerada no segundo semestre.

Além disso, as declarações do presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, também contribuíram para um novo ajuste de posições no câmbio.

Caso o fortalecimento da atividade doméstica se confirme, elevam as chances de interrupção na política de flexibilização da Selic.

Dessa forma, a combinação entre dados econômicos mais fortes e projeções de alta na inflação conformam um ambiente que evitaria outra deterioração na percepção de risco/retorno em relação ao real.

Contudo, alguns analistas destacam que os riscos ainda estão evidentes e podem comprometer a retomada do crescimento no curto prazo, sobretudo, após cessarem os programas de transferência de renda.

No exterior, o aumento da taxa de disseminação do Covid-19 em diversos países ao redor do mundo voltou a afetar as perspectivas.

Nos Estados Unidos, por exemplo, alguns estados que já haviam iniciado o processo de reabertura decidiram voltar com as medidas de isolamento social devido ao aumento do número de infecções.

Nesse sentido, a cidade de Melbourne, na Austrália, determinou o retorno das quarentenas após um surto de contágio do coronavírus renovar as preocupações.

Juros Futuros fecham em alta com indicadores domésticos positivos

Na renda fixa, os contratos de juros futuros encerraram majoritariamente em alta, refletindo as previsões de que a recuperação econômica acontecerá antes do previsto.

Isso porque, quase todos os setores responderam bem aos estímulos e estão apresentando resultados pujantes neste período de retorno das atividades.

Embora o Brasil ainda não tenha alcançado o pico das contaminações pelo coronavírus, os especialistas avaliam que os estímulos aplicados conseguiram dar fôlego ao mercado.

Os vértices intermediários e longos registraram aumento acentuado devido à pressão exercida pelo leilão de títulos do Tesouro Nacional, que aconteceu próximo ao 12h.

O DI dezembro/2020 subiu para 2,10% (2,09% no ajuste anterior), o DI julho/2023 avançou para 4,57% (4,48% no ajuste anterior) e o DI janeiro/2026 saltou para 6,09% (5,99% o ajuste anterior).

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