Dólar e Câmbio

Dólar cai a R$5,31 ancorado em dados e perspectivas positivas

Por Fast Trade
26 maio 2021 - 18:33 | Atualizado em 26 maio 2021 - 19:03

O dólar comercial caiu 0,47% nesta quarta-feira (26), na cotação de R$5,3120 na venda, ancorado em dados e perspectivas positivas para o Brasil.

Depois de passar por um período de estresse no início do pregão, a divisa americana firmou trajetória de baixa, em sinal de acomodação no câmbio. Nesse sentido, ficou em destaque o recorde no saldo de transações correntes efetuadas no mês abril, registrando o maior número da série histórica.

No período, o superávit registrado foi de US$5,663 bilhões, o que levou o saldo negativo de doze meses a recuar a US$12,389 bilhões, para 0,84% do Produto Interno Bruto (PIB).

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Da mesma forma, a expectativa pelo aumento na taxa Selic, o fluxo de recursos provenientes da nova onda de IPOs e a forte liquidez do exterior também atuaram como catalisadores das negociações.

A equipe de Research do Banco Inter avaliou que “os dados das contas externas mostram uma situação bastante favorável em fluxo, fortemente ancorados nos bons resultados da balança comercial, minimizando os riscos para o câmbio”.

No entanto, o fluxo cambial começa a mostrar que sazonalidade do ingresso de receitas provenientes das vendas da safra de grãos pode estar se encerrando. Isto porque, a conta comercial acumulou uma entrada de apenas US$214 milhões até o dia 21 de maio, contra US$3,5 bilhões em abril.

Juros futuros fecha em queda com decisão do Tesouro

Os contratos de juros futuros encerraram com redução nas taxas, acompanhando o viés de baixa do câmbio e a influência de fatores técnicos.

Além disso, a decisão do Tesouro Nacional de reduzir a participação dos prefixados na dívida imobiliária também contribuiu com o movimento de alívio.

Desse modo, a revisão do Plano Anual de Financiamento (PAF) já estava precificada na curva desde o início do pregão, apoiando o desmonte de posições.

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Na visão dos analistas, o excesso de prêmio nos DIs tende a ser retirado à medida em que os juros aumentem, apesar de a ponta mais longa concentrar uma elevação devido aos riscos fiscais.

O DI outubro/2021 caiu a 4,38% (4,39% no ajuste anterior), o DI janeiro/2023 recuou para 6,64% (6,71% no ajuste anterior) e o DI janeiro/2025 declinou para 8,05% (8,15% no ajuste anterior).

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