Dólar e índice

Dólar cai a R$5,21 e acumula perdas de 4,03% no penúltimo pregão de maio

Por Fast Trade
28 maio 2021 - 18:36 | Atualizado em 28 maio 2021 - 19:13
fraca liquidez

O dólar comercial fechou em queda de 0,80% nesta sexta-feira (28), na cotação de R$5,2120 na venda, concluindo o penúltimo pregão de maio com viés de baixa.

Na semana, a divisa americana acumulou perdas de 2,62% e no mês de maio, a moeda depreciou 4,03% em relação ao real. Com isso, a moeda dos EUA está a 0,48% de zerar sua alta em 2021.

Ao longo do dia, diferentes catalisadores contribuíram com o desempenho do câmbio local, principalmente, diante da perspectiva positiva sobre a recuperação global.

Da mesma forma, os fatores técnicos referentes à disputa pela Ptax de final de mês também acentuaram a volatilidade, dando mais força às posições vendidas em dólar.

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Enquanto isso, lá fora, a divulgação do Índice de Preços ao Consumidor (PCE) de abril nos EUA não trouxe grandes novidades. O indicador registrou alta anual de 3,6%, vindo em linha com as estimativas.

No entanto, o que fez a divisa americana se enfraquecer foi o plano orçamentário do presidente Joe Biden, ao indicar a previsão de gastos públicos no valor de US$6 trilhões e um déficit fiscal de US$1,84 trilhão em 2022.

De acordo com a proposta, a dívida do país chegará a 111,8% do Produto Interno Bruto (PIB) no período, apesar da recuperação econômica acelerada. Os analistas avaliaram que é preciso avaliar com maior profundidade o plano, já que não há como prever a duração dos efeitos da pandemia.

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Os contratos de juros futuros encerraram mistos, com os juros de curto prazo avançando de olho no Índice Geral de Preços Mensal.

Nesse sentido, o indicador de maio mostrou um avanço da inflação de 4,10%, mais forte do que o esperado, resultando na adição de prêmio de risco.

Assim, o dia foi de queda das commodities e acomodação nos títulos do Tesouro, apesar das “pressões inflacionárias” aqui e em outras partes do mundo.

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Ao mesmo tempo, a melhora das perspectivas em âmbito fiscal apoiou o declínio dos trechos mais longos da curva, em um movimento já ancorado há alguns dias.

O DI outubro/2021 subiu para 4,41% (4,39% no ajuste anterior), o DI janeiro/2023 avançou para 6,60% (6,58% no ajuste anterior) e o DI janeiro/2025 declinou para 7,83% (7,89% no ajuste anterior).

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