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Dólar cai a R$4,16 com IPCA e captações externas

Por Pablo Vinicius Souza
23 janeiro 2020 - 19:52

O dólar comercial recuou 0,22% nesta quinta-feira (23), fechando na cotação de R$4,1660 na venda, longe das máximas registradas no dia.

As captações de empresas brasileiras no exterior e o avanço do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15) ditaram os rumos do câmbio local.

As perspectivas de melhora do fluxo de ingressos de moedas estrangeiras pressionaram a divisa americana, levando o real a figurar entre as sete moedas que apreciaram na sessão.

As demais moedas emergentes desvalorizaram, refletindo o aumento do clima de aversão ao risco causado pelo aumento número de mortos e infectados pelo coronavírus, na China.

Mais cedo, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou o IPCA-15, mostrando alta de 0,71% em janeiro, mas leve desaceleração em relação a dezembro.

O resultado ficou em linha com as expectativas dos economistas, evidenciando que os preços de alguns produtos, como alimentos e bebidas, voltaram aos patamares originais.

Com a queda de hoje, o dólar praticamente zera a alta acumulada na semana, porém, segue anotando avanço de 3,89% ao ano, na paridade contra o real.

Juros Futuros

Na renda fixa, os contratos de juros futuros encerraram com elevação nas taxas negociadas no mercado futuro, esboçando um movimento de adição de prêmio de risco devido à alta no IPCA-15.

Embora os DIs tenham registrado aumento, o avanço foi limitado pelas falas do presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, ao afirmar que a alta na inflação do ano passado não influenciou o comportamento dos preços este ano.

Segundo os analistas, esse é um forte indício de que o ambiente será benigno para os níveis de inflação, o que reforça a possibilidade de redução de 0,25% na taxa Selic.

O DI outubro/2020 subiu para 4,24% (4,21% no ajuste anterior), o DI abril/2023 avançou para 5,70% (5,65% no ajuste anterior) e o DI julho/2025 aumentou para 6,44% (6,40% no ajuste anterior).


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