Dólar e Câmbio

Dólar cai a R$ 5,21 com juros do Brasil atraindo novos fluxos de recursos

Por Fast Trade
14 fevereiro 2022 - 18:43 | Atualizado em 14 fevereiro 2022 - 19:22
Créditos: shutterstock.com

O dólar comercial fechou em queda de 0,34% nesta segunda-feira (14), na cotação de R$ 5,2180 na venda, com os juros do Brasil atraindo novos fluxos de recursos. Com isso, a divisa americana alcançou valores mais baixos e o real ficou entre as moedas de melhor desempenho neste pregão.

No radar, o conflito geopolítico entre Rússia e Ucrânia continuou despertando preocupações nos investidores, o que levou a uma grande demanda por proteção no mercado externo. Por esse motivo, a moeda dos EUA subiu contra boa parte das divisas mais líquidas.

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Contudo, o real lidera, com folga, os ganhos em relação ao dólar em 2022, registrando uma valorização de 6,78%. A exemplo do que ocorreu no mês passado, fevereiro também está sendo um período de forte ingresso de capital estrangeiro no país e isso vem contribuindo com o desempenho da moeda brasileira.

Na semana passada, especuladores que operam na Bolsa de Chicago (EUA) realizaram a maior compra líquida de contratos de reais em quase 26 anos. Acima de tudo, este montante provocou uma virada nos estoques de posição-alvo, pois, neste momento, a aposta é de alta para o real.

De acordo com os analistas do Goldman Sachs, a divisa local “tem se beneficiado de um ciclo de alta de juros muito rápido”, além de oferecer uma taxa de retorno já próxima de 11% ao ano. Além disso, a moeda também conta com a excelente performance dos emergentes e nível alto de prêmio embutido no câmbio.

Juros futuros avançam seguindo o movimento dos Treasuries

Depois de oscilar a maior parte do dia, os contratos de juros futuros encerraram com aumento nas taxas ao longo da curva. Seguindo o movimento dos rendimentos dos títulos do Tesouro americano (Treasuries), os DIs adicionaram prêmio de olho nas tensões geopolíticas.

Isto porque, notícias sobre uma possível invasão das tropas russas à Ucrânia acentuaram as preocupações diante de um conflito em escala global. Ademais, o clima de aversão ao risco pressionou e as commodities voltaram a subir, com o barril de petróleo Brent avançando à faixa de US$ 96.

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Em outro front, também pesaram as perspectivas de alta na inflação trazidas pelo Boletim Focus. Divulgado hoje, o relatório do Banco Central trouxe uma revisão nas estimativas para o IPCA de 2022, que subiram de 5,44% para 5,50%.

O DI julho/2022 subiu a 11,86% (11,84% no ajuste anterior), o DI julho/2023 avançou para 12,46% (12,48% no ajuste anterior) e o DI julho/2025 saltou a 11,38% (11,35% no ajuste anterior).

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