Dólar e Câmbio

Dólar cai a R$ 5,15 refletindo a melhora do apetite ao risco global e a ata do Copom

Por Fast Trade
21 junho 2022 - 18:04 | Atualizado em 21 junho 2022 - 18:59
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O dólar comercial fechou em queda de 0,69% nesta terça-feira (21), na cotação de R$ 5,1510 na venda, refletindo a melhora do apetite ao risco global. Além disso, também ganhou destaque a divulgação da ata da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), mostrando uma postura mais rígida do Banco Central.

A instituição deixou claro que vai manter os juros em níveis elevados por mais tempo do que o previsto inicialmente. Isso porque, o objetivo é levar a inflação a um patamar próximo à meta fiscal em 2023, considerando um horizonte mais amplo para a convergência das diretrizes.

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Ao mesmo tempo, o comitê deve promover um novo aumento igual ou menor que 0,5 ponto percentual na Selic na reunião que acontecerá em agosto. Vale lembrar que a taxa básica, atualmente, está no patamar de 13,25% ao ano.

Em 2022, o dólar acumula baixa de 7,5% contra o real, contudo, a divisa americana está cerca de 12% acima da mínima de fechamento registrada este ano. Segundo Fernando Bergallo, da FB Capital, a moeda brasileira poderia ter atingido uma valorização maior, se o cenário doméstico não viesse a registrar tantas turbulências.

Juros futuros fecham próximos à estabilidade

Os contratos de juros futuros encerraram próximos à estabilidade, com a demanda por ativos de risco favorecendo a correção nas taxas. Nesse sentido, o movimento no exterior foi interpretado como sendo um alívio pontual em meio à tendência negativa, ou seja, um rali de “bear market”.

No entanto, em âmbito local, a ata do Copom protagonizou as principais discussões, pois o comunicado do BC foi visto como “hawkish”. Devido aos choques de inflação, o comitê acredita que a Selic terminal será maior e os juros atingirão um patamar ainda mais contracionista.

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Sabendo que a taxa mais alta torna a renda fixa mais atrativa para os investidores, a queima de prêmio ocorreu ao longo da curva, mas com variações limitadas. Até porque, o aumento nos rendimentos das Treasuries de longo prazo fez um contraponto, levando a uma redução da inclinação da curva a termo.

O DI outubro/2022 caiu para 13,39% (13,40% no ajuste anterior), o DI janeiro/2024 fechou estável na cotação de 13,19% e o DI outubro/2025 declinou para 12,30% (12,39% no ajuste anterior).

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