Dólar e CâmbioHome

Dólar avança cotado a R$4,07 com foco no cenário externo

Por Pablo Vinicius Souza
07 janeiro 2020 - 20:00

O dólar comercial registrou leve alta de 0,12% nesta terça-feira (07), fechando na cotação de R$4,0730 na venda, em meio a uma sessão de intensa volatilidade.

Essa foi a quarta valorização seguida da divisa americana, apesar de modesta, evidenciando a tônica de aversão ao risco predominante no mercado internacional.

Os desdobramentos do conflito entre Estados Unidos e Irã estiveram no radar dos investidores, que adotaram uma postura de cautela à espera de uma definição para este contexto.

Segundo informações do Pentágono, bombardeiros B-52 e tropas adicionais serão enviados ao Oriente Médio para reforçar as bases já instaladas na região.

Porém, uma resolução aprovada pelo parlamento iraquiano prevê a expulsão de tropas estrangeiras de seu território, principalmente as americanas.

Não obstante as incertezas da situação, o mercado continuou cético em relação à uma possível agressão de escala global, já que, até o momento, o Irã não dispõe de “aliados” de peso.

Outro aspecto que também interferiu na dinâmica cambial foi o enfraquecimento do petróleo, que exerceu uma pressão negativa sobre as divisas emergentes e atreladas às commodities.

O real é uma das moedas que poderá se beneficiar da conjuntura interna voltada ao crescimento e expansão das atividades, contudo, outros fatores podem afetar o seu ritmo de apreciação.

Juros Futuros

Na renda fixa, os contratos de juros futuros encerraram com redução nas taxas em todos os períodos, refletindo os dados de inflação abaixo do esperado.

Ao longo do dia, os DIs foram deixando de lado as preocupações externas para se concentrarem no Índice de Preços ao Consumidor mensurado da cidade de São Paulo, que ficou em 0,94% em dezembro, ligeiramente menor do que as previsões dos analistas.

Outro fator que ajudou a aliviar a pressão sobre a curva de juros foi o arrefecimento nos preços da cesta de alimentos básicos, que assegura a probabilidade de corte na taxa Selic.

O DI janeiro/2021 caiu para 4,49% (4,53% no ajuste anterior), o DI janeiro/2022 declinou para 5,24% (5,29% no ajuste anterior) e o DI janeiro/2025 recuou para 6,46% (6,44% no ajuste anterior).


Sobre o autor