Dólar e Câmbio

Dólar avança com cenário externo e foco na questão fiscal

Por Fast Trade
14 agosto 2020 - 11:49 | Atualizado em 14 agosto 2020 - 13:00
Dólar (DOLFUT)

O dólar opera em alta nesta sexta-feira (14), acompanhando o mau humor no cenário externo e o foco na questão fiscal das contas do país.

Na sessão de hoje, os investidores repercutiam o impasse das negociações entre Republicanos e Democratas pela aprovação do pacote de estímulos de US$1 trilhão.

Além disso, pairam as incertezas sobre o desfecho da reunião virtual entre autoridades dos EUA e da China, que irá revisar os termos da fase 1 do acordo comercial.

Outro fator de peso eram as vendas no varejo do mercado norte-americano, que subiram apenas 1,2% em julho, na comparação mensal, vindo abaixo das projeções dos economistas.

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No Brasil, as atenções se concentravam na questão fiscal, sobretudo, após o presidente Jair Bolsonaro admitir que há um debate dentro do governo para furar o teto de gastos em 2021.

O mercado já estava cético em relação ao posicionamento pouco enfático de Bolsonaro ao defender o ajuste fiscal e essa declaração acentuou as preocupações.

Nesse sentido, o ministro Paulo Guedes já havia alertado que qualquer mudança no teto de gastos deixaria o presidente perto da zona sombria do impeachment.

Por isso, essa movimentação política também surge como uma ameaça à permanência de Guedes no governo, sobretudo, após o resultado da última pesquisa de avaliação do governo.

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Segundo o levantamento do Datafolha, Bolsonaro possui os níveis mais altos de aprovação desde o início do seu mandato, graças à concessão do auxílio emergencial.

Da mesma forma, este dado ajuda a aumentar as pressões pelo aumento do endividamento público e prorrogação do estado de calamidade para o ano que vem.

Ás 11h49 (horário de Brasília), o dólar comercial avançava 0,45% contra o real, sendo cotado a R$5,3860 na venda.

Juros Futuros operam mistos reagindo ao IBC-Br aquém do previsto

Na renda fixa, os contratos de juros futuros operavam mistos, com elevação altas nas taxas curtas e médias, reagindo ao indicador prévio do PIB.

Desse modo, o Índice de Atividade Econômica (IBC-Br) subiu 4,89% na passagem de maio para junho, ligeiramente abaixo das estimativas de alta em 5,2%.

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Na mesma linha, o dado ajudou a manter ancorados os vértices de curto prazo, limitando a adição de prêmio de risco nos DIs.

O DI dezembro/2020 subia 0,53%, na cotação de 1,90% (1,89% no ajuste anterior) e o DI janeiro/2026 caía 0,47% sendo vendido a 6,29% (6,37% no ajuste anterior).

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