Dólar e índice

Dólar avança a R$5,48 com foco no orçamento e no cenário de riscos

Por Fast Trade
31 agosto 2020 - 18:03 | Atualizado em 31 agosto 2020 - 18:52

O dólar comercial fechou em alta de 1,35% nesta segunda-feira (31), na cotação de R$5,4820 na venda, com foco no orçamento e nos riscos fiscais.

Com este resultado, a divisa americana obteve valorização de 5,02% em agosto, anotando o maior avanço mensal desde março.

Nesse sentido, o real apresentou um dos piores desempenhos do dia e continuou liderando as perdas em 2020, refletindo as turbulências da cena local.

Na sessão de hoje, o grande driver foi o envio do Projeto de Lei Orçamentária Anual (LOA) ao Congresso, com a previsão de receitas e despesas da União para 2021.

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Segundo o documento, serão gastos R$28,6 bilhões em investimentos públicos, dando sequência ao cronograma de inauguração de obras de infraestrutura previsto anteriormente.

Desse modo, o presidente Jair Bolsonaro conseguiu a liberação de recursos para investimentos, visando o processo eleitoral em 2022, apesar do cenário de risco enfrentado pelo país.

Para amanhã, está prevista a prorrogação do auxílio emergencial, que acontecerá durante uma reunião com Bolsonaro e as principais lideranças da Câmara e do Senado.

Segundo apurou a coluna Broadcast do Estadão, as próximas parcelas do benefício ficarão em torno de R$300 devido às restrições orçamentárias do governo.

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Também no radar, o déficit fiscal brasileiro contabilizado em julho foi de R$81,1 bilhões, ligeiramente menor do que indicava o consenso dos analistas.

Na agenda do dia, o Boletim Focus revisou as estimativas para a contração do Produto Interno Bruto (PIB), prevendo uma queda de 5,28% em 2020.

Na mesma linha, as projeções para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subiram de 1,71% para 1,77% ao final deste ano.

Juros Futuros fecham em alta com situação fiscal no radar

Os contratos de juros futuros registraram aumento nas taxas em todos os períodos, refletindo a expectativa pela divulgação do orçamento e o dimensionamento dos gastos.

Além disso, ficou no radar dos investidores a prorrogação do auxílio emergencial e as incertezas sobre os rumos das contas públicas para o próximo ano.

Nem mesmo o anúncio do vice-presidente do Federal Reserve, Richard Clarida, reforçando as diretrizes de política monetária expansiva e juros acomodatícios conseguiram amenizar a aversão ao risco local.

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Como resultado, os DIs se mantiveram em alta desde o início das negociações, contabilizando movimentos acentuados nos vértices intermediários e longos.

O DI janeiro/2021 avançou para 2% (1,98% no ajuste anterior), o DI outubro/2023 subiu para 4,91% (4,86% no ajuste anterior) e o DI janeiro/2026 saltou para 6,40% (6,34% o ajuste anterior).

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