Dólar e índice

Dólar avança a R$5,31 em sessão de repique contra os emergentes

Por Fast Trade
03 agosto 2020 - 17:54 | Atualizado em 03 agosto 2020 - 18:47

O dólar comercial fechou em alta de 1,92% nesta segunda-feira (03), na cotação de R$5,3190 na venda, após fazer uma sessão de repique contra as divisas emergentes.

Depois de registrar perdas no mês de julho, a moeda americana demonstrou recuperação, com o noticiário do Covid-19 elevando o sentimento de risco no câmbio.

Nesse sentido, o real apresentou um dos piores desempenhos do dia, pressionado pela piora dos números da pandemia e as perspectivas da política fiscal.

Internamente, os investidores acompanharam as discussões sobre os desafios no cumprimento do teto de gastos e a possibilidade de contornar esta regra-base.

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Além disso, ficou em evidência a articulação do ministério da Economia para a criação de um novo imposto nos moldes da CPMF, sobretudo, após o aval do presidente Jair Bolsonaro.

No exterior, ficou no radar os impasses na aprovação do pacote de estímulos nos EUA, no valor de US$1 trilhão, que seria destinado a cobrir a prorrogação do auxílio emergencial.

Embora o Congresso americano saiba da urgência em garantir um auxílio financeiro por mais tempo, Republicanos e Democratas não conseguiram chegar a um consenso.

Apesar de os indicadores na Europa e na China vierem melhores do que o previsto, ainda há grande receio na velocidade da retomada do crescimento global.

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O Índice de Gerente de Compras (PMI) do setor industrial da zona do euro subiu para 55,3 pontos, indicando uma expansão da atividade em julho.

Ao mesmo tempo, na China, o PMI industrial também avançou para 52,8 pontos no período, em um movimento de aceleração do setor.

Juros Futuros fecham próximos à estabilidade com Copom no radar

Os contratos de juros futuros encerraram próximos à estabilidade, contabilizando variações modestas, de olho na reunião do Comitê de Política Monetária (Copom).

Nesse sentido, a expectativa pela diretriz de condução da Selic conduziu as movimentações das taxas, limitando a volatilidade das negociações.

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Diante do quase “consenso” em torno da redução da taxa básica para a sua mínima histórica em 2% ao ano, os investidores de renda fixa adotaram uma postura mais cautelosa, antevendo uma redução de atratividade dos títulos nacionais.

O DI janeiro/2021 caiu para 1,89% (1,90% no ajuste anterior), o DI julho/2023 subiu para 4,13% (4,12% no ajuste anterior) e o DI janeiro/2027 declinou para 6,06% (6,07% o ajuste anterior).

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