Dólar e índice

Dólar avança a R$5,30 reagindo ao exterior e às decisões do Fed e Copom

Por Fast Trade
23 setembro 2021 - 18:32 | Atualizado em 23 setembro 2021 - 19:04

O dólar comercial fechou em alta nesta quinta-feira (23), na cotação de R$5,3070 na venda, reagindo às movimentações do exterior. As decisões de juros do Federal Reserve e do Comitê de Política Monetária (Copom) também ficaram em evidência.

Nesse sentido, o pregão foi influenciado pelas notícias da Evergrande, após o governo chinês recomendar que a empresa renegocie com seus credores. Além disso, Pequim alertou as autoridades regionais para um possível colapso financeiro da incorporadora, o que despertou o alerta do mercado.

Em outro front, os investidores repercutiram a decisão do Fed de manter a taxa de juros entre 0% e 0,25% e as mesmas diretrizes das medidas de estímulos. No entanto, o presidente da instituição, Jerome Powell, afirmou que a redução das compras de títulos privados pode acontecer já a partir de novembro.

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Vale lembrar que o Banco Central americano realiza aquisições de papéis no montante de US$120 bilhões por mês, visando auxiliar a recuperação da economia.

Em contrapartida, o Copom decidiu aumentar a taxa Selic em 1%, para o nível de 6,25% ao ano, concluindo mais uma etapa do ciclo de aperto monetário. No comunicado, o BC se mostrou mais pessimista em relação às perspectivas de inflação e confirmou que as diretrizes vão perseguir o centro da meta definida.

Por fim, o pregão de hoje foi uma mistura de incertezas em relação à situação fiscal com um tom de otimismo externo. O real foi uma das poucas moedas que se depreciou, porque os fatores internos pesaram mais e a deterioração das estimativas de crescimento desencadeou a busca por proteção no câmbio.

Juros futuros fecharam mistos seguindo a direção das Treasuries

Os contratos de juros futuros encerraram mistos, mas com viés de alta nos trechos intermediários e longos da curva. Os DIs mais curtos recuaram, precificando o aumento da taxa Selic e a atratividade do real.

No entanto, os demais vértices seguiram o movimento das Treasuries americanas e adicionaram prêmio de risco, após a Evergrande anunciar que vai pagar os juros de sua dívida.

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Também ficou visível a pressão sobre os juros após o Tesouro Nacional ofertar uma quantidade maior de títulos no leilão de hoje.

O DI janeiro/2022 caiu a 7,10% (7,15% no ajuste anterior), o DI outubro/2023 subiu para 9,53% (9,36% no ajuste anterior) e o DI janeiro/2025 avançou a 9,98% (9,80% no ajuste anterior).

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