Dólar e índice

Dólar avança a R$5,23 mas registra perdas de 3,81% em maio

Por Fast Trade
31 maio 2021 - 18:18 | Atualizado em 31 maio 2021 - 19:59

O dólar comercial fechou em alta nesta segunda-feira (31), na cotação de R$5,2300 na venda, mas não evitou a queda de 3,81% em maio. Com isso, a divisa americana encerrou o segundo mês consecutivo de perdas, reduzindo a 0,72% sua valorização contra o real em 2021.

Devido ao feriado nos Estados Unidos, o câmbio local teve um pregão de liquidez bastante reduzida e intensa volatilidade trazida pela disputa da Ptax.

Desse modo, o dólar chegou a cair abaixo da fronteira psicológica de R$5,20, oscilando até a máxima de R$5,2620. Levando em consideração o desempenho de maio, a moeda dos EUA apresentou a maior baixa percentual desde 2009.

Nesse sentido, a melhora das perspectivas sobre a economia brasileira e o ingresso de recursos provenientes das exportações de grãos beneficiaram a recuperação do real.

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Em meio a um cenário de tensões políticas reduzidas e cooperação do Congresso Nacional em torno de uma agenda de reformas direcionada, os investidores desfizeram posições contra a moeda brasileira.

Além disso, o mercado também ficará atento à divulgação do Livro Bege do Federal Reserve e a divulgação do relatório de empregos, o Payroll. Embora os dirigentes do Banco Central afirmem que as pressões inflacionárias são transitórias, é grande o receio frente aos impactos do indicador.

Por fim, mesmo que a economia do país esteja forte e vigorosa, o clima de cautela limitou o movimento de alta, tendo em vista os níveis de endividamento decorrentes da pandemia.

Juros futuros fecham em alta de olho nos dados de inflação

Os contratos de juros futuros encerraram com aumento nas taxas em todos os períodos, de olho nos riscos relacionados à inflação.

Isto porque, o mercado avaliou o aumento nas estimativas para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 2021 trazidas pelo Boletim Focus.

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Ademais, a perspectiva de uma crise hídrica mais intensa pode elevar o patamar geral de preços, uma vez que, a geração de energia elétrica constitui um dos principais núcleos.

O DI outubro/2021 subiu a 4,42% (4,41% no ajuste anterior), o DI janeiro/2023 avançou para 6,69% (6,59% no ajuste anterior) e o DI janeiro/2025 saltou para 7,90% (7,79% no ajuste anterior).

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