Dólar e índice

Dólar avança a R$5,16 com risco fiscal e disseminação do Covid-19 no radar

Por Fast Trade
22 dezembro 2020 - 19:34 | Atualizado em 22 dezembro 2020 - 21:17
Fed

O dólar comercial fechou em alta de 0,76% nesta terça-feira (22), na cotação de R$5,1620 na venda, refletindo o risco fiscal e a disseminação do Covid-19.

Apresentando um movimento bastante ancorado às perspectivas externas, a divisa americana se fortaleceu contra o real, sinalizando maior demanda por segurança.

Além das turbulências externas, as incertezas em relação ao controle do déficit público também pressionaram a moeda brasileira.

Da mesma forma, o dólar ganhou terreno em relação às moedas emergentes. A sessão foi de perdas para o peso mexicano, o rand sul-africano e o rublo russo.

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Lá fora, prevalecia o clima de cautela frente à nova cepa do coronavírus, que tem o potencial de infecção 70% maior do que o original.

Ademais, devido ao surto de casos com essa mutação no Reino Unido, mais de 20 países interromperam o fluxo comercial e logístico com o país.

Este movimento pode trazer impactos negativos na esfera financeira, atrasando ainda mais a recuperação da economia global.

Por aqui, os riscos fiscais seguem contaminando as perspectivas de curto prazo no câmbio. Nesse sentido, está agendada para hoje a votação da PEC que aumenta em 1% as transferências da União para o Fundo de Participação dos Municípios.

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Desse modo, se aprovada, a proposta pode retirar dos cofres da União até R$4 bilhões por ano, o que complicaria ainda mais as contas públicas.

Segundo os cálculos do Citi Banking, em dez anos, o impacto dessa medida totalizaria um rombo de R$43 bilhões, ou 0,6% do Produto Interno Bruto (PIB).

Embora a aprovação da proposta ainda seja incerta, os analistas do banco acreditam que o fato sinaliza a dificuldade de cumprir o teto de gastos.

Juros futuros fecham em queda reagindo ao IPCA-15

Os contratos de juros futuros encerraram com redução nas taxas em todos os períodos, refletindo a divulgação do IPCA-15.

O indicador acelerou 1,06% em dezembro, porém, ficou abaixo do consenso dos especialistas que sinalizava alta de 1,16%.

Nesse sentido, o resultado trouxe alívio aos investidores de renda fixa, porque mostrou uma certa contenção dos níveis de inflação.

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O DI junho/2021 recuou para 2,04% (2,11% no ajuste anterior), o DI abril/2023 caiu para 4,60% (4,71% no ajuste anterior) e o DI janeiro/2026 declinou para 6,30% (6,33% no ajuste anterior).

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