Dólar e Câmbio

Dólar avança a R$ 5,29 refletindo as decisões de juros dos Bancos Centrais

Por Fast Trade
03 fevereiro 2022 - 18:57 | Atualizado em 03 fevereiro 2022 - 21:01
Créditos: shutterstock.com

O dólar comercial avançou 0,36% nesta quinta-feira (03), na cotação de R$ 5,2940 na venda, refletindo as decisões de juros dos Bancos Centrais. Movimentações na política monetária do Brasil e no exterior impulsionaram a volatilidade no câmbio, que fizeram a divisa americana oscilar boa parte do pregão.

Lá fora, a moeda dos EUA perdeu terreno nos mercados mais desenvolvidos, após o Banco da Inglaterra anunciar o aumento dos juros em 0,25%. Ao mesmo tempo, a presidente do Banco Central Europeu (BCE), Christine Lagarde, sinalizou que a instituição está preocupada com os efeitos da inflação.

Nesse sentido, o tom mais rígido do BCE levou algumas casas de análise, como o Danske Bank e o Morgan Stanley, a projetarem o início do ciclo de aumento dos juros no final deste ano.

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Com o apoio do Federal Reserve, as autoridades monetárias ao redor do mundo devem trabalhar na normalização das taxas de juros nos próximos meses. Enquanto isso, o BC brasileiro já está quase encerrando a fase de altas na Selic, o que resultou na maior atratividade do real nas últimas semanas.

Na véspera, o Comitê de Política Monetária (Copom) elevou a taxa Selic em 1,5%, para o patamar de dois dígitos – 10,75% ao ano – pela primeira vez desde 2017. Apesar de ter mantido uma postura firme, a instituição causou surpresa ao afirmar que haverá uma redução no ritmo de ajuste nos juros a partir das próximas reuniões.

Juros futuros fecham em queda se ajustando ao Copom

Na renda fixa, os contratos de juros futuros encerraram com queda nas taxas em todos os períodos, com o mercado digerindo a decisão do BC. Após o comunicado informar que o ritmo de alta dos juros deve desacelerar a partir de agora, os vértices aceleraram a queima de prêmio de risco.

Acima de tudo, as instituições estão apostando que o aumento previsto para a reunião de março será de apenas 1%, seguido de uma redução substancial nos eventos de maio e junho. Como resultado, a taxa terminal passou de 12,50% para 12,25% e a estrutura da curva perdeu inclinação.

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O DI junho/2022 caiu a 11,43% (11,57% no ajuste anterior), o DI julho/2023 recuou para 11,76% (11,98% no ajuste anterior) e o DI julho/2025 declinou a 10,82% (10,92% no ajuste anterior).

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