Dólar e Câmbio

Dólar avança a R$ 5,18 no maior nível em 4 meses; Petrobras e cena global estão no radar

Por Fast Trade
20 junho 2022 - 18:15 | Atualizado em 20 junho 2022 - 19:02

O dólar comercial fechou em alta de 0,89% nesta segunda-feira (20), na cotação de R$ 5,1860 na venda, atingindo o maior nível em quatro meses. Após fazer uma sessão volátil, a divisa americana se fortaleceu apoiada pelas incertezas frente à política de preços da Petrobras.

O pedido de renúncia do presidente da estatal, José Mauro Coelho, foi o principal catalisador deste pregão, já que poderia abrir espaço para uma interferência incisiva do governo. Acima de tudo, é grande a preocupação do mercado sobre possíveis ingerências do Planalto na companhia.

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Assim que ocorreu a demissão do CEO, o presidente Jair Bolsonaro indicou Caio Paes de Andrade, o secretário especial do Ministério da Economia, para ocupar o cargo. Com efeito, Coelho foi o terceiro deixar o comando da estatal devido à insatisfação do governo com a atual política de preços.

Ao mesmo tempo, os investidores analisaram que a valorização da moeda dos EUA ocorreu devido à extensão do rali que vem ganhando força desde a decisão do Federal Reserve de elevar os juros do país. Dos últimos dez pregões, o dólar subiu nove, acumulando ganhos de 8,59%.

Juros futuros fecham mistos em sessão de baixa liquidez

Os contratos de juros futuros encerraram mistos, porém, com viés de queda. Sem a referência dos mercados de Nova York, a sessão foi de baixa liquidez, o que ajudou a amenizar as preocupações relacionadas ao crescimento dos riscos fiscais e políticos.

Nesse sentido, o dia foi ajuste de posições na curva a termo, sinalizando alívio após observar forte pressão de alta na semana passada. Frente ao aumento dos juros globais e das preocupações com um cenário de recessão, os DIs registraram queima de prêmio, sobretudo, nos vértices de longo prazo.

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Apesar de ver um aumento nas instabilidades do ambiente interno, a saída do atual presidente da Petrobras acalmou os ânimos. No entanto, a tolerância do Banco Central à inflação em 2023 provocou um movimento de leve alta nos trechos mais curtos, especialmente após a decisão do Copom de elevar a Selic para 13,25% ao ano.

O DI outubro/2022 subiu para 13,40% (13,39% no ajuste anterior), o DI janeiro/2024 caiu para 13,20% (13,22% no ajuste anterior) e o DI julho/2025 declinou para 12,37% (12,42% no ajuste anterior).

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