Dólar e Câmbio

Dólar avança 1,5% e fecha a R$ 5,66 em dia de correção técnica no câmbio

Por Fast Trade
03 janeiro 2022 - 18:35 | Atualizado em 03 janeiro 2022 - 19:06
maior fechamento desde maio

O dólar comercial fechou em alta de 1,51% nesta segunda-feira (03), na cotação de R$ 5,6620 na venda, refletindo a correção técnica no câmbio. Isto porque, o real foi a moeda que mais depreciou frente à divisa americana neste pregão, passando por um forte ajuste aos movimentos da última semana.

No radar, a expectativa pelo aumento de juros nos EUA impulsionou os rendimentos dos Títulos do Tesouro americano (Treasuries) com vencimento de longo prazo. O clima de aversão ao risco se acentuou após o índice de gerente de compras (PMI) industrial do país mostrar uma leitura de 57,7 pontos.

Nesse sentido, qualquer valor acima de 50 indica expansão da atividade e demonstra a força de recuperação do setor, em um momento que o Federal Reserve está retirando os estímulos econômicos. Por isso, o dólar avançou também no exterior em relação às demais divisas globais, precificando o aumento da atratividade da moeda americana.

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Ao mesmo tempo, no Brasil, o noticiário sobre o estado de saúde do presidente Jair Bolsonaro ficou no radar, que segue internado para tratar de uma obstrução intestinal. Em contrapartida, o líder do governo na Câmara, o deputado Ricardo Barros, gerou grandes repercussões ao defender a revisão do teto de gastos.

Sem dúvida, este é um assunto muito delicado, pois demonstra que a questão fiscal será um dos gatilhos deste ano e o mercado não perdoou. Uma vez que o ambiente para moedas emergentes tende a permanecer desafiador, mesmo com o aumento da Selic, as turbulências no quadro fiscal podem interferir no comportamento do real nos próximos meses.

Juros futuros avançam seguindo o desempenho das Treasuries

Os contratos de juros futuros encerraram com aumento nas taxas em todos os períodos, com o aumento das Treasuries pressionando a adição de prêmio na curva local. Embora a sessão tenha sido de baixa liquidez, as variações foram expressivas, com alguns vértices oscilando até 20 pontos-base.

Não apenas fatores externos, mas, acima de tudo, fatores locais influenciaram este movimento. As projeções de elevação nos níveis de inflação trazidos pelo Boletim Focus e os riscos quanto ao quadro fiscal ficaram em destaque.

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O DI maio/2022 subiu a 10,70% (10,66 no ajuste anterior), o DI julho/2023 avançou para 11,39% (11,21% no ajuste anterior) e o DI janeiro/2025 saltou a 10,88% (10,60% no ajuste anterior).

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