Dólar e Câmbio

Dólar atinge novo recorde e fecha cotado a R$5,32

Por Fast Trade
03 abril 2020 - 17:59 | Atualizado em 03 abril 2020 - 18:51

O dólar comercial subiu 1,18% nesta sexta-feira (03), fechando na cotação de R$5,3270 na venda, um novo recorde na sétima semana consecutiva de valorização.

Os dados negativos do mercado de trabalho dos Estados Unidos e a crise política no governo de Jair Bolsonaro pressionaram o real a apresentar um dos piores desempenhos deste pregão.

Porém, não foi só a moeda brasileira que se desvalorizou em relação à divisa americana, mas quase todas as moedas globais líquidas, evidenciando o aumento na aversão ao risco no exterior.

Na manhã de hoje, o Departamento do Trabalho americano informou que, durante o mês de março, foram fechadas 701 mil vagas de emprego, superando todas as previsões dos especialistas.

A taxa de desemprego no país avançou para 4,4% e esse é a primeira vez desde outubro de 2010 que este indicador apresenta valor negativo, mostrando os impactos do coronavírus na maior economia do mundo.

Por aqui, os investidores monitoraram o atrito de Bolsonaro com o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, devido à divergência de posicionamento quanto à quarentena e demais ações restritivas.

O chefe do poder executivo continua ignorando as recomendações internacionais de isolamento social, enquanto o ministro insiste que esta é a melhor solução quando não se dispõe de testes suficientes para avaliar a população.

Entre idas e vindas, as incertezas quanto à eficácia das medidas de estímulo prevaleceram, sobretudo, frente à possibilidade de aumento nos casos de contaminação pelo Covid-19 nos próximos dias.

Juros Futuros

Na renda fixa, os contratos de juros futuros encerraram majoritariamente em alta, com adição de prêmio de risco nos vértices intermediários e longos da curva.

Os DIs de curto prazo voltaram a cair refletindo as apostas de queda na Selic por um período prolongado, tendo em vista os impactos do coronavírus na economia brasileira.

O DI dezembro/2020 caiu para 3,17% (3,23% no ajuste anterior), o DI outubro/2023 avançou para 6,37% (6,05% no ajuste anterior) e o DI janeiro/2026 saltou a 7,64% (7,40% no ajuste anterior).

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