Dólar e Câmbio

Dólar acelera a queda com fluxo estrangeiro e rolagem extra

Por Fast Trade
01 dezembro 2020 - 13:48 | Atualizado em 01 dezembro 2020 - 21:31
DIs caem antes de Payroll

O dólar comercial opera em forte queda nesta terça-feira (01), reagindo à entrada expressiva de fluxo estrangeiro e à possível rolagem extra no câmbio.

Além de acompanhar o viés de queda da divisa americana no exterior, o comportamento do real refletia a expectativa por uma intervenção do Banco Central.

Nesse sentido, a instituição deve injetar até US$9,602 bilhões adicionais na rolagem do vencimento dos contratos de swap cambial para janeiro.

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Isto porque, o objetivo do BC é reduzir as distorções causadas pelas operações de “overhedge” realizadas pelas instituições financeiras.

Nos últimos dias, a autoridade monetária atuou com consistência para assegurar minimizar a volatilidade da moeda brasileira, ofertando 16 mil contratos diários.

Ademais, também contribuía com a sessão de alívio os novos ingressos de recursos estrangeiros no mercado à vista, em um sinal de retorno da atratividade aos emergentes.

Apesar disso, o real continua liderando o ranking de depreciação anual em relação aos demais pares, pressionado pelas instabilidades políticas locais.

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Em contrapartida, na cena doméstica, o clima é de cautela após a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) de elevar a cobrança para a bandeira vermelha nível 2 a partir de hoje.

Como resultado, a decisão deve levar o IPCA a ultrapassar o centro da meta este ano, complicando ainda mais o cenário de recuperação da economia.

Às 12h48 (horário de Brasília), o dólar comercial desvalorizava 1,70% contra o real, sendo cotado a R$5,2570 na venda.

Juros futuros registram forte queda em sintonia com o câmbio

Os contratos de juros futuros registravam forte queda nas taxas em todos os períodos, acompanhando a tônica cambial.

Desse modo, desviando do salto de 0,94% no IPC-S do fechamento de novembro, os DIs recuavam em atenção ao leilão de títulos do Tesouro.

Além disso, a queima de prêmio de risco se tornou acentuada após a Agência Nacional de Energia Elétrica anunciar a aplicação da bandeira tarifária vermelha nível 2.

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O DI abril/2021 caía 1,91%, na cotação de 2,05% (2,07% no ajuste anterior) e o DI janeiro/2025 recuava 2,36% sendo vendido a 6,62% (6,77% no ajuste anterior).

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