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Dívida bruta/PIB voltará a cair em 2020, resultados corporativos e mais destaques de hoje

Por Bruna Santos
13 fevereiro 2020 - 09:43

Após uma sessão de alívio diante da estabilidade sobre o surto do coronavírus, os mercados globais podem ter um dia volátil após o governo chinês informar, na madrugada desta quinta-feira (13), que mais de 15 mil novos casos da doença foram registradas em Hubei.

Desse total, mais de 200 mortes foram confirmadas, elevando para 59,8 mil o número de infectados e 1.367 as mortes.

Na política local, o ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou que a dívida bruta em relação ao Produto Interno Bruto (PIB) voltará a cair este ano. “Dívida já caiu ano passado, logo no primeiro ano (de governo)” e que o governo “fará o índice cair outra vez” em 2020, disse ele.

A expectativa é que a economia com o pagamento de juros da dívida pública seja de R$ 120 bilhões. Em 2019, essa dívida ficou em 75,8% do PIB, abaixo do nível de 76,5% do ano anterior.

Ele reiterou ainda que a reforma administrativa proposta pelo governo vai mexer em critérios de estabilidade para futuros servidores, sem afetar direitos adquiridos ou alterar salários.

Ontem, o presidente do Senado e do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre, decidiu retirar da pauta os vetos do presidente Jair Bolsonaro à Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO).

Embora houvesse um acordo para derrubá-los, alguns partidos obstruíram o ato. Em razão disso, os vetos foram retirados da pauta.

Uma nova sessão está prevista para a semana seguinte ao carnaval, mas haverá uma reunião de líderes na terça-feira (18), no gabinete da Presidência do Senado, para estabelecer o procedimento de apreciação dos vetos da LDO.

Entre os destaques corporativos, a Unipar (UNIP3; UNIP5; UNIP6) cancelou 3,862 milhões de ações mantidas em tesouraria.

São 790.504 ações ordinárias, 123.503 preferenciais classe A e 2.948.562 ações preferenciais classe B. Seu programa de recompra foi mantido.

Pesquisa brasileira do setor de serviços, inflação anual alemã e inflação dos Estados Unidos

Em uma sessão que pode ser marcada pelos índices reagindo aos novos casos de coronavírus, o mercado econômico se volta especialmente para a publicação da pesquisa do IBGE, referente ao setor de serviços sobre o mês de dezembro após dados do varejo decepcionarem.

Lá fora, o destaque dos EUA é a divulgação da inflação de janeiro pelo governo americano.

Na Europa, o índice de preços ao consumidor (CPI, sigla em inglês) alemão saltou 1,7% na comparação anual de janeiro.

Segundo os dados finais da Destatis, o indicador ganhou força em relação à alta anual de 1,5% observada em dezembro.

Quando comparado ao mês anterior, por outro lado, o CPI da Alemanha caiu 0,6% em janeiro.

Lucro do Banco Inter contabiliza R$ 81,6 milhões em 2019 (+16,8%)

O lucro do Banco Inter (BIDI11) contabilizou R$ 81,6 milhões no acumulado de 2019, conforme mostrou seu press release.

De acordo com o documento publicado na noite de ontem (12), esse resultado representa um avanço de 16,8% ante 2018.

Apenas no último trimestre de 2019, o lucro do Banco Inter saltou 10,8%, totalizando o montante de R$ 24,7 milhões.

Para a administração da instituição monetária, a evolução do seu lucro está diretamente relacionada ao crescimento da base de clientes.

Ao final do ano passado, o Inter contava com 2,3 milhões clientes ativos, isto é, +169% na comparação com 2018.

No geral, o custo de aquisição de clientes (CAC) médio foi R$ 22,52 no ano. Apenas em dezembro, o CAC chegou a R$ 25,36 (+26,5% na passagem anual) por cliente.

O banco revela que o aumento no CAC reflete o salto dos gastos operacionais com sistemas de abertura de conta.

Esses sistemas compreendem a nova ferramenta de geolocalização e emissão e distribuição dos cartões contactless para a base de clientes.

Além disso, o Banco Inter destacou seus esforços em diversificar os produtos e serviços oferecidos a sua base de clientes.

Assim também, as receitas de operações de crédito contribuíram para a expansão do lucro reportado, mostrando um crescimento de 15,2%.

Seu retorno sobre o patrimônio líquido médio anualizado (ROAE) contraiu 1,7 ponto percentual na comparação com 2018, chegando a 5,6%.

Por fim, o Índice de Eficiência do Banco Inter atingiu 71,1% no quarto trimestre, isto é, um recuo de 4,1 pontos percentuais na comparação com o trimestre anterior. Para o banco, a contração desse indicador reflete especialmente o salto das receitas de prestação de serviços.

Acesse o Relatório Gerencial e Demonstrações Financeiras 4T19 do Banco Inter.

Totvs lucra 107% a mais no 4T19 e fecha com R$ 71,3 milhões

Totvs (TOTS3) revelou um resultado surpreendente no quarto trimestre 2019, quando contabilizou um lucro ajustado de R$ 71,3 milhões.

Conforme o comunicado enviado ao mercado pela empresa na véspera (12), esse valor impressionante mostra alta de 107% quando comparado aos últimos três meses do ano anterior.

O saldo do último trimestre ajudou o acumulado do ano da Totvs fechar em R$252,1 milhões, mais 83,9% ante 2018.

Além disso, entre outubro, novembro e dezembro, a receita líquida da Totvs cresceu 7,5%, somando R$ 579 milhões.

Esse indicador subiu ainda mais em todo o ano, chegando aos R$ 2,282 bilhões, após alta de 8,1%.

Em contrapartida, os custos contraíram 2,3% e totalizaram R$ 191,46 milhões no período.

O Ebitda ajustado, medidor da geração operacional de caixa, por outro lado, saltou um pouco acima da previsão média.

O índice ficou em R$ 118 milhões, elevação de 8,1%, contra uma expectativa de que chegasse aos R$ 116,13 milhões,

A margem Ebitda cresceu um pouco acima da metade do indicador anterior, 4,5 pontos percentuais no comparativo anual, para 18,9%.

Outro dado relevante reportado pela Totvs em seu balanço recém-publicado foi o resultado financeiro, que havia negativado em R$ 8,16 milhões no último trimestre de 2018.

Ao final do último trimestre de 2019, o resultado financeiro da Totvs positivou em R$ 5,92 milhões. Segundo a empresa, isso reflete receitas maiores e redução do endividamento bruto.

Acesse o Release de Resultados 4T19 da Totvs.

Suzano: lucro cai 61%, recorde de vendas e queda no custo caixa de produção no 4T19

Suzano (SUZB3) reportou um lucro líquido de R$ 1,175 bilhão no quarto trimestre, ante expectativa média de analistas compilada pela Refinitiv de R$ 1,77 bilhão.

Desse modo, a queda de 61% sobre o mesmo período do ano anterior gerada por queda no preço da celulose ficou em linha com o mercado.

No que diz respeito ao resultado operacional, a Suzano, uma das maiores produtoras de celulose e integradas de papel do mundo, contabilizou R$ 2,465 bilhões de Ebitda ajustado, isto é, o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização.

O resultado chegou bem próximo das projeções realizadas anteriormente por analistas, que especulavam um total de R$ 2,439 bilhões.

Nesse contexto, a queda foi reduzida pela metade quando comparada ao lucro líquido reportado pela companhia.

De acordo com o documento, o Ebitda do 4T19 contraiu 31% ante o 4T18 em razão do menor preço líquido da celulose em dólares (36%), segundo informou a Suzano.

Ademais, houve uma considerável queda nos preços da celulose em 2019, diante de um excesso de estoques na cadeia mundial.

Diante desse cenário, a Suzano se viu obrigada a anunciar em novembro estratégia para vender ativos florestais e cortar investimentos.

No mês seguinte, um plano de investimento de R$ 4,4 bilhões para 2020 foi anunciado. Em 2019, o total revisado para baixo era de R$ 5,7 bilhões.

Em contrapartida, o Ebitda ajustado da Suzano cresceu 3% na comparação com o 3T19, em virtude do maior volume de celulose vendido (15%), mas também da alta do dólar. Esses fatores compensaram redução no preço da celulose.

O custo caixa de produção de celulose do 4T19 da Suzano, excluindo efeito de parada de manutenção de fábrica, foi de R$ 631 por tonelada (- 3% na comparação anual).

Acesse o Release de Resultados 4T19 da Suzano.


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