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Diretor-presidente da Apple revela investimento em criptomoedas

Por TradersClub
10 novembro 2021 - 10:26 | Atualizado em 10 novembro 2021 - 10:31
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São Paulo, 10 de novembro – O diretor-presidente, Tim Cook, da Apple revela investimento em criptomoedas nesta terça-feira em entrevista ao The New York Times. Apesar dos investimentos serem pessoais, ele indicou que a empresa de tecnologia não pretende entrar no segmento.

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“Acho razoável ter cripto como parte de um portfólio diversificado”, disse Cook ao repórter Michael de la Merced, apesar de a entrada da Apple no mercado de criptomoedas não ser “algo para o qual temos planos imediatos”.

Em maio, porém, a empresa publicou uma vaga de trabalho em que pedia que os candidatos tivessem experiência com criptoativos para um projeto focado em métodos alternativos de pagamento.

Outras personalidades no mercado de criptoativos 

Além do diretor-presidente da Apple, Elon Musk, dono da fabricante de carros elétricos Tesla, investe em criptomoedas. O emblemático empresário coleciona polêmicas em relação a esse mercado.

Musk mexeu com as cotações ao defender a Dogecoin, criptomoeda criada a partir de um meme. Outra situação foi o anúncio que a empresa de automóveis aceitaria Bitcoin como pagamento, mas meses depois ele voltou atrás por, segundo ele, sua mineração não ser sustentável.

Em entrevista exclusiva à TC Mover, o especialista em criptomoedas Paulo Boghosian disse que influenciadores, como Elon Musk, Chamath Palihapitiya e Dave Portnoy, conduzem um processo de apoio a determinadas criptomoedas “como se fosse um protesto contra o sistema financeiro tradicional”.

Os gêmeos Tyler e Cameron Winklevoss, que acusaram o criador do Facebook, agora Meta, Mark Zuckerberg, de roubar a ideia sobre rede social. Com o acordo legal de US$65 milhões em 2012, os irmãos compraram Bitcoin e fundaram a Gemini, bolsa de criptomoedas.

Riscos em investir em criptomoedas 

Apesar da atratividade e de sua crescente demanda, o Bitcoin possui muita volatilidade. Sua cotação tem grandes flutuações em curtos períodos de tempo, parte do motivo de ainda não ter decolado como meio de pagamento global, apesar do crescimento de sua aceitação.

Além disso, os movimentos erráticos de mercado, a possibilidade de roubo de registros de criptomoedas por hackers e a suspeita de manipulação de mercado também fazem parte do risco do investimento.

Muitas operações envolvendo criptomoedas são realizadas de forma não regulamentada, com riscos operacionais e regulatórios. É possível encontrar diversos casos em que o dinheiro simplesmente some, é roubado por um hacker ou o investidor sofre um golpe financeiro.

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Por outro lado, o risco de controle da moeda por meio do governo com medidas regulatórias ao passo que as criptomoedas ganham notoriedade pode afastar investidores.

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