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Destaques do Texto-base da MP do Crédito Rural serão analisados; reformas e mais novidades

Por Bruna Santos
12 fevereiro 2020 - 10:05
1º pregão do ano

O Plenário da Câmara dos Deputados aprovou ontem (11) o texto-base da Medida Provisória 897/19 (MP do Agro).

Entre as mudanças relacionadas ao crédito rural propostas pelo governo do presidente Jair Bolsonaro, está um fundo de garantia para empréstimos, linhas de subvenção para construção de armazéns de cereais e aperfeiçoamento de regras de títulos rurais.

Diante da forte obstrução por parte de alguns partidos contrários, a votação dos destaques foi adiada para esta quarta-feira (12).

Dando sequência aos destaques políticos, o Ministério da Economia simplificou a participação de empresas estrangeiras em licitações públicas nacionais.

A Instrução Normativa 10 da pasta foi publicada na véspera (11), no Diário Oficial da União.

Em um esforço para liberalizar as compras de bens e de serviços pelo governo, a publicação desburocratizou a presença de empresas externas nas concorrências federais. Essas novas regras, contudo, só passarão a vigorar em 11 de maio.

Sobre as reformas (tributária e administrativa), há expectativa de que as matérias avancem.

Para o relator da reforma tributária na Câmara, deputado Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), a comissão mista sobre o tema pode ser instalada na próxima quarta-feira (19). O parlamentar acredita que a maior dificuldade da comissão será conciliar os textos da Câmara, do Senado e ainda incorporar as sugestões do governo federal.

Inclusive, a mudança no ICMS dos combustíveis, proposta por Bolsonaro, deverá ser tratada dentro da matéria que prevê mudanças tributárias.

Quanto a reforma administrativa, o líder do governo no Senado, Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE), afirmou que está mantida a intenção do Executivo de enviar ao Congresso uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) sobre o tema.

Embora a data do envio esteja indefinida (se nesta ou na próxima semana), ele destacou que o documento precisa ser enviado antes do Carnaval para ser aprovada até o final de julho.

Powell volta a falar no Congresso; varejo pode mover os DIS e outros dados econômicos

Em dia cujo destaque é a fala do presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, no Congresso dos Estados Unidos, o investidor ainda vai monitorar dados locais relevantes.

Powell torna a falar no Comitê Bancário do Senado, em Washington, na manhã de hoje (12). Ontem, ele destacou que o coronavírus impõe risco não apenas aos EUA, mas ao mundo.

Nesse sentido, dados oficiais mostram que 2.015 novos casos do surto foram relatados na China nas últimas 24 horas. Embora o número ainda seja alarmante, há uma desaceleração pelo segundo dia consecutivo. Assim, as infecções alcançaram 44,653 pessoas, levando a óbito 1.113.

Assim também, serão divulgadas as solicitações de empréstimos hipotecários nos EUA.

Nossa agenda de indicadores econômicos começa com a publicação da pesquisa do varejo do IBGE, referente a dezembro de 2019.

Conforme estimativa mediana em pesquisa Bloomberg, a expectativa de analistas é que as vendas no varejo avancem 0,2% na comparação mensal do período.

Mais tarde, o Banco Central divulga o fluxo cambial. Além disso, a sessão de hoje marca o vencimento de opções sobre Ibovespa na B3.

Na Europa, saem os indicadores sobre a produção industrial em dezembro.

Confira a seguir os destaques corporativos de hoje.

TIM tem receita e Ebitda com sólidos desempenhos; lucro líquido cresce 28% no 4T19

A TIM Participações (TIMP3) viu seus números do quarto trimestre consolidar a trajetória de recuperação ao longo de 2019.

De acordo com a companhia, seu lucro líquido ajustado encerrou o período com R$ 756 milhões, +28,7% na comparação anual.

Quando comparado ao 3T19, o saldo foi de 22%. Em 2019, o lucro líquido normalizado totalizou R$ 2,0 bilhões (+32,1%).

Assim também, a Tim mostrou sólido desempenho de receita. Sua Receita de Serviços, por exemplo, cresceu 3,2% no 4T19.

Esse mesmo índice fechou o ano com crescimento de 2,4% na comparação com 2018.

Os Custos e Despesas Normalizados da operadora Tim contraíram 0,7% no 4T19 ante o 4T18, fechando o ano com -0,3%.

Seu Ebitda cresceu 2,1 ponto percentual na margem, entre o fim do ano retrasado e o último trimestre de 2019.

O desempenho passou de 40,8% para 42,9% e é ainda melhor, quando se compara com a margem do 3T19 (39,6%).

No ano, o indicador completou 6 anos consecutivos de expansão consistente de margem e saltou 39,1% na comparação com 2018.

Em contrapartida, a gigante de telefonia perdeu cerca de 1,5 milhão de clientes em um período de 12 meses, isto é, – 2,6% na comparação anual, fazendo com que a operadora encerrasse dezembro com 54,447 milhões de usuários.

As perdas se concentraram na base de clientes pré-pagos, que encolheu 7,6% no período, chegando a 32,9 milhões de pessoas.

Apesar disso, esse movimento foi compensado pelo acréscimo de 6,1% de clientes pós-pagos, que somavam 21,4 milhões em dezembro.

Do mesmo modo, a base de usuários de serviços 4G saltou 12%, para 38,6 milhões de clientes e o serviço de internet (TIM Live) avançou 21%, para 566 mil.

Para acessar todo o material, incluindo o Investor Release e a Apresentação que será usada na Teleconferência, clique aqui.

Lucro da Comgás contrai mais de 50%, para R$ 367,171 milhões no 4º trimestre

O lucro da Comgás (CGAS3 e CGAS5) contraiu de forma drástica no quarto trimestre 2019, quando contabilizou R$ 367,171 milhões.

Segundo o press release da companhia, o recuo foi de 57,2% em relação aos R$ 858,843 milhões apurados no 4T18.

Assim sendo, o lucro da Comgás ficou em R$ 277,027 milhões no critério normalizado do trimestre, +2,7% na comparação anual.

Em contrapartida, a Comgás viu seu lucro líquido saltar 2,1% no acumulado de 2019 ante 2018, totalizando R$ 1,367 bilhão.

No critério normalizado do mesmo período, o indicador somou R$ 1,198 bilhão, isto é, +19,6%.

O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) do último trimestre de 2019 ficou em R$ 633,74 milhões.

Esse dado mostra um forte recuo (de 42%) em relação ao mesmo período de 2018. No ano, por outro lado, houve alta de 14,9% e o indicador fechou com R$ 2,512 bilhões.

No trimestre, o Ebitda normalizado subiu 5,4%, a R$ 489,614 milhões. Em 2019, totalizou R$ 2,217 bilhões, avanço de 14,4%.

A estimativa da Comgás para seu Ebitda normalizado 2020 é de, em média, R$ 2,25 bilhões e R$ 2,4 bilhões

Caso atinja o pico desse guidance, a empresa conseguirá registrar um crescimento de 8%.

De volta aos resultados de 2019, a receita líquida da Comgás no trimestre cresceu 32,1% ante o mesmo período de 2018, para R$ 2,529 bilhões. No acumulado de 2019, o salto foi ainda mais acentuado (39,1%), fechando em R$ 9,514 bilhões.

Foram 2 milhões de clientes ao final de 2019 (+5,4% na comparação anual) e uma dívida líquida R$ 3,597 bilhões contra R$ 1,555 bilhão reportado em 2018).

Assim, a alavancagem da companhia, medida pela relação dívida líquida/Ebitda normalizado, saiu de 0,67 vez para 1,62 vez.

Clique aqui para acessar o relatório de resultados do 4T19 da Comgás.

Indústrias Romi: recuo geral no desempenho afeta lucro do 4T19, mas encomendas crescem

Puxado pelo recuo geral no desempenho da Indústrias Romi (ROMI3), a companhia findou o quarto trimestre de 2019 com lucro líquido de R$ 19,066 milhões, mostrando um considerável recuo para o indicador de 9,4% sobre o mesmo período do ano anterior.

Na comparação com o terceiro trimestre, do mesmo ano, o recuo foi ainda mais acentuado e chegou aos 31,6%.

Nesse sentido, sua receita líquida somou R$ 230,4 milhões e contraiu 6,6% sobre os últimos três meses de 2018.

Além disso, o lucro operacional da Indústrias Romi foi ainda mais pressionado, com queda de 25%, para R$ 22,4 milhões.

De acordo com o press release da líder nacional nos mercados de Máquinas-ferramenta e Máquinas para Processamento de Plásticos, outro número caro aos analistas foi o Ebitda.

Esse indicador da produtora de Fundidos e Usinados também registrou forte queda (-18,5%), e fechou dezembro em R$ 31,123 milhões.

A contração também foi percebida na comparação com o terceiro trimestre (-12,4%).

Embora boa parte dos resultados sejam negativos, houve saldo positivo no trimestre da Indústrias Romi como, por exemplo, o crescimento de encomendas sobre as máquinas e equipamentos. No quarto trimestre, os novos pedidos chegaram a marca dos R$ 185,2 milhões (+19,5% sobre o mesmo período do ano passado), o que promete um faturamento futuro.

Portanto, a carteira total de pedidos (novos, mais os antigos) contabilizou R$ 304,9 milhões (+9,7% na comparação anual).

Acesse para baixar todo o material, incluindo release e demonstração financeira que será usada na Teleconferência desta quarta-feira (12).


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