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Desemprego é culpa da “roubalheira do PT”, acusa Onyx; redução de subsídios; payroll e mais

Por Pablo Vinicius Souza
03 maio 2019 - 11:02

O mercado volta suas atenções para a divulgação do relatório de emprego nos Estados Unidos, o payroll.

Internamente, as articulações da reforma da Previdência perdem vigor, com incertezas sobre a desidratação da matéria na Câmara dos Deputados.

Em termos acionários, liquidez reduzida com bolsas da China e Japão interrompidas por feriados internos até a próxima segunda-feira (6).

Ásia e Oceania encerram a última sessão da semana majoritariamente em queda

Os últimos dias foram atípicos no continente asiático, onde bolsas chinesas e japonesas permanecem fechadas desde o dia 1.

Hoje, os principais índices acionários asiáticos que estão operando registraram uma sessão de baixa liquidez e alta volatilidade.

Entre os operantes nesta sexta-feira (3), está Hong Kong, que fechou a sessão em alta após balanço do HSBC.

Na Europa, as bolsas operam em alta, impulsionadas por uma série de resultados positivos.

Os mercados se preparam para a divulgação do payroll nos Estados Unidos, o relatório de empregos referente a abril.

Na Oceania, o S&P/ASX 200 encerrou a sessão em baixa de 0,04%, a 6.335,80 pontos, após quatro semanas de ganhos.

Em commodities, o preço do petróleo recua e opera em baixa, diante de um cenário conturbado.

Saiba quais são os principais compromissos econômicos globais para esta sexta-feira

Lá fora, a agenda respira em meio a poucos compromissos econômicos.

Nos Estados Unidos, o mercado aguarda o relatório de empregos referente ao mês de abril (payroll).

Também pela manhã, a balança comercial norte-americana será divulgada.

Internamente, o destaque se volta para a produção industrial medida pelo IBGE e relacionada ao mês de março.

Também neste último dia útil da semana, a FGV divulga o IPC-S Capitais de abril.

Desemprego é culpa da “roubalheira do PT”, acusa ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni

Ao canal Globo News, o ministro Onyx Lorenzoni atribuiu ao governo petista a responsabilidade da taxa de desemprego neste ano.

“Isso é resultado de 16 anos de roubalheira do PT”, disse o ministro.

Recentemente, o IBGE elucidou o aumento do desemprego no trimestre até janeiro de 2019.

Cimar Azeredo é coordenador de Trabalho e Rendimento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística e afirma que o aumento no índice de desemprego já havia sido antecipado.

“É um aumento esperado, sazonal, tem a ver com dispensa de trabalhadores temporários”, afirmou Azeredo ao Estadão.

Por fim, Lorenzoni defendeu ainda a aprovação da reforma da Previdência no Congresso.

De acordo com o ministro, a aprovação servirá para impulsionar novos investimentos em território brasileiro e, sobretudo, melhorar a economia.

Governo quer reduzir subsídios em um terço até o fim do mandato

O Ministério da Economia quer reduzir renúncias fiscais para diminuir os subsídios em mais de um terço do montante atual.

A informação, veiculada pelo Estadão, indica ainda que o plano tem como prazo o fim do mandato de Bolsonaro.

Se implementado com êxito, o governo cortaria o equivalente a 1,5% do PIB até o fim de 2022.

Ainda não se sabe a quais setores o estudo se refere. Apesar disso, a redução deve enfrentar resistência e lobbies.

Em 2018, o governo cedeu R$ 292,8 bilhões em receitas, montante que equivalia a 4,3% do PIB.

A redução já havia sido abordada pela equipe de Paulo Guedes e se configura na primeira indicação de meta concreta de corte nos benefícios feita pela equipe do ministro da Economia.

MDB se opõe a três pontos da proposta de reforma da Previdência

O partido, sexto maior da Câmara, se opõe à proposta que imputa mudança no BPC (benefício pago a idosos carentes).

Além disso, a sigla se manifestou contra os trechos de aposentadoria rural, bem como os critérios para aposentadorias de professores.

Isso não quer dizer, no entanto, que o partido se opõe à reforma.

À época do ex-presidente Michel Temer, a sigla procurou aprovar uma reforma da Previdência, mas não obtiveram êxito.

Agora, o partido quer reduzir gastos com aposentadorias e pensões, e defende a criação de uma idade mínima para aposentadoria.

Semelhantemente, o partido se opõe à mudança nas alíquotas de contribuição, bem como a restrição ao acesso ao abono salarial.

Todavia, componentes do partido ainda querem discutir as propostas, como a troca do atual regime previdenciário pelo sistema de capitalização.

“É um documento que servirá como o começo de uma discussão, servindo de orientação às bancadas da Câmara e do Senado Federal”, informou o presidente do partido, Romero Jucá.

Governo apura 19 votos pró-reforma na comissão, mas ‘constrói maiorias ‘fantasmas”

Embora o partido do ex-presidente Temer tenha se manifestado contrário a alguns pontos da reforma previdenciária, a conta parece positiva.

De acordo com o Estado, 19 membros da comissão são favoráveis à PEC e 13 condicionam o voto a mudanças.

Atualmente o texto está tramitando na Comissão Especial, formada por 49 deputados. Desses, são necessários 25 votos para uma aprovação.

Apesar de a maioria estar favorável à aprovação do texto, o governo precisará ceder mais uma vez para avançar.

Mesmo que a perspectiva seja positiva, o levantamento do Estado não considera as três cadeiras na comissão destinadas ao PSB.

Nesse ínterim, o cientista político da Escola de Administração Pública e de Empresas da FGV, Carlos Pereira, enxerga outro cenário.

Em entrevista ao Estado, Pereira afirmou que o presidente Bolsonaro tem errado por não construir uma maioria estável no Congresso.

Desse modo, o presidente da República estaria mais apto a aprovar suas medidas defendidas, como, por exemplo, a reforma previdenciária.

Líder do governo no Congresso inaugurará ‘gabinete de inteligência’ para PEC da Previdência

O governo de Bolsonaro tem se esforçado para driblar a má articulação em prol da reforma, cobrindo todas as áreas.

A líder do governo no Congresso, deputada Joice Hasselmann, anunciou a criação de um “gabinete de inteligência”, focado na reforma.

Segundo a deputada, o QG atuará em parceria com os defensores da PEC, sanando dúvida de parlamentares quanto ao texto.

Joice afirmou que a ideia foi gestada com o secretário especial de Previdência e Trabalho, Rogério Marinho.

Por fim, a expectativa é que haja sempre disponível um técnico do Ministério da Economia para executar essa função.

Financiamento reverso: a titularidade de um imóvel por uma bonificação até o fim da vida

A medida ainda está sendo elaborada pela equipe econômica do governo, mas pode se tornar uma alternativa de renda extra.

De acordo com o Estado, um financiamento imobiliário reverso pode ser a alternativa do governo para atingir o público idoso.

Em suma, o dono de um imóvel abriria mão de sua titularidade em favor de uma instituição financeira.

Posteriormente, uma espécie de salário seria pago ao cedente até o fim de sua vida.

Segundo o assessor especial da Secretaria de Política Econômica, Felipe Garcia, o projeto não é embrionário e está avançado.

Retirada da ‘pílula do veneno’ de estatuto é aprovada pelo conselho da Via Varejo

A cláusula de “poisen pill’, também conhecida como pílula de veneno, será retirada do estatuto social da Via Varejo.

De acordo com o Valor, a decisão foi tomada por meio de uma reunião com o conselho da companhia.

Agora, essa proposta deve ser submetida à aprovação dos acionistas da empresa, através de uma assembleia geral extraordinária (AGE).

O evento está previsto para acontecer em 3 de junho.

Apurações do Valor indicam ainda que a Via Varejo planeja criar condições para que avance a venda da fatia do Grupo Pão de Açúcar na companhia.

Companhias aéreas Azul, Gol e Latam são habilitadas para participar de leilão da Avianca

Em recuperação judicial desde abril deste ano, a Avianca contará com a participação das companhias aéreas Azul, Gol e Latam em seu leilão de ativos.

As companhias foram habilitadas para participar na disputa que está prevista para o dia 7 de maio.

No que diz respeito a crise no setor, que tem pesado no preço do consumidor, o presidente da Latam no Brasil, Jerome Cadier, afirmou ao O Globo que haverá “no mínimo 4 a 6 meses de preço mais alto” das passagens.

Foto divulgação: Evaristo Sá/AFP


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