EconomiaHome

Desemprego bate a marca de 12,4% no Brasil e atinge 13,1 milhões de pessoas, diz IBGE

Por Eloiza Amaral
29 março 2019 - 15:12

A taxa de desemprego no Brasil subiu para 12,4% no trimestre encerrado em fevereiro, atingindo 13,1 milhões de pessoas. Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística nesta sexta feira (29).

Baixe o e-book: Desvendando o swing trade: tudo o que você precisa saber!

O Instituto explica que esse crescimento ocorreu devido a entrada de 892 mil pessoas na classe de desocupados.  Entretanto, a taxa composta de subutilização da força de trabalho ficou em 24,6%, com 27,9 milhões de pessoas. Este resultado é o pico da série histórica iniciada em 2012.

“A desocupação voltou a subir, mas não é a maior da série. Neste mesmo trimestre, a maior foi de 13,2%, em 2017. Esperava-se que ela fosse subir, é um aumento que costuma acontecer no começo do ano”, explicou o coordenador de Trabalho e Rendimento do IBGE, Cimar Azeredo.

A parcela da população ocupada diminuiu 1,06 milhão de pessoas, sendo 1,02 milhão somente de empregados. Explicando por partes, no setor privado a perca foi de 496 mil ocupados e no setor público 453 mil.

O número de pessoas desalentadas, aquelas que já desistiram de procurar um emprego, chegou a 4,9 milhões, e também é recorde da série, assim como o percentual de desalentados, de 4,4%. Sobre o mesmo trimestre do ano anterior, foram mais 275 mil pessoas nessa condição.

E-book: Guia completo e definitivo da Previdência Privada

“Dado que o desemprego chegou neste nível tão alto, isso alimenta o desalento também. Essas pessoas não se veem em condições de procurar trabalho”, afirmou Cimar.

Administração Pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais (-574), a Indústria (-198 mil) e a Construção (-155) foram os setores que tiveram a maior diminuição de trabalhadores. O setor de Transporte, armazenagem e correio foi o único que aumentou o número de serviçais, com 133 mil pessoas.


Sobre o autor