Economia

Desemprego atinge 14,6% no trimestre encerrado em maio, segundo a Pnad

Por Fast Trade
30 julho 2021 - 12:00 | Atualizado em 30 julho 2021 - 13:27
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Edilson Dantas / Agência O Globo

No Brasil, o desemprego atingiu 14,6% da população no trimestre encerrado em maio, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad Contínua).

Este percentual significa que 14,8 milhões de pessoas estavam à procura de trabalho no período em que o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) realizou a consulta.

Desse modo, a taxa é a segunda maior da série histórica iniciada em 2012, mostrando os impactos da pandemia no mercado de trabalho. O resultado superou as estimativas dos analistas do consenso Refinitiv cuja mediana indicava uma taxa de 14,5% nos meses de março a maio.

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Nesse sentido, a força de trabalho, que inclui pessoas ocupadas e desocupadas, cresceu 1,2 milhão no período, impulsionada pela adição de novos ocupados em 809 mil.

De acordo com a analista da pesquisa, Adriana Beringuy, o salto do número de ocupados reflete o avanço de 3% na categoria dos trabalhadores por conta própria. Isto porque, no trimestre, foi a única classe profissional que cresceu, registrando novos adeptos.

“Esses trabalhadores estão sendo absorvidos por atividades dos segmentos de informação, comunicação e atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas, que cresceu em 3,9%, o único avanço entre as atividades no trimestre até maio” – explicou a analista.

Mercado de trabalho na pandemia

Em comparação ao mesmo trimestre do ano passado, a força de trabalho cresceu 2,9% em função do aumento da população desocupada durante a pandemia.

“Muitas pessoas interromperam a procura por trabalho no trimestre de março a maio do ano passado por conta das restrições, já que muitas atividades econômicas foram paralisadas para conter a pandemia. Isso fez a procura por trabalho diminuir. Um ano depois, com a flexibilidade, essas pessoas voltaram a pressionar o mercado” – analisou Beringuy.

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Da mesma forma, os trabalhadores por conta própria registraram o maior crescimento com cerca de 2 milhões de pessoas ingressando nesta modalidade.

Segundo a analista, o trabalho de carteira assinada no setor privado ficou estável no período (29,8 milhões), no entanto, sob a ótica anual, recuou 4,2% (redução de 1,3 milhão de pessoas).

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