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Desastre da Vale custa R$70 bilhões aos acionistas; volatilidade deve pressionar pregão

Por TradersClub
29 janeiro 2019 - 10:41
Ibovespa futuro cai

O reflexo financeiro da tragédia da mina da Vale em Brumadinho deve continuar assombrando o mercado brasileiro hoje, enquanto o número de vítimas e a indignação com a catástrofe cresce. Alguns analistas já catalogam o incidente como o pior da história moderna da mineração: são 65 mortos, até a noite de ontem, número acima dos 19 do episódio de três anos atrás envolvendo a Samarco, uma subsidiária da Vale e da rival BHP Billiton, em Mariana. Ontem, os papéis da companhia tiveram a maior queda da história ao despencar 24,5%, superando os 7,55% de novembro de 2015, pós-Samarco.

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O valor de mercado da Vale caiu mais de R$70 bilhões com a queda. Os investidores estão precificando uma soma de prejuízos de eventos decorrentes da tragédia: mais investimentos em barragens, gastos extrajudiciais, multas e regulamentações mais rigorosas, por exemplo. No entanto, importa dizer, o número reflete pânico, e não parece ter fundamento na realidade, já que neste momento é impossível mensurar o prejuízo real.

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O investidor deve se preparar para mais instabilidade até que o preço do papel se acomode novamente, diz o contribuidor TC Pedro Albuquerque: “Tudo agora vai depender das notícias que vão surgir, tem muita água pela frente”. Ainda há muitas questões em aberto: o que causou o acidente, qual o número exato de vítimas, quem será responsabilizado? Fique atento a todas essas questões. Mesmo assim, o ADR da Vale negociava em leve alta de 0,45% no pré-market de Nova Iorque, por volta das 08h00. Se a alta se sustentará, já é outro negócio.

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Hoje, as bolsas da China e da Europa operavam em queda, contaminando os futuros dos índices americanos. O indiciamento da Huawei por parte da Justiça americana vem na mesma semana que os governos dos Estados Unidos e da China se reúnem para discutir saídas para a disputa comercial que se alastra por quase 11 meses. O caso Huawei é crítico, pois são exatamente as alegações de que a companhia de telecomunicações agiria como um espião do governo chinês que está travando uma solução para as diferenças comerciais e diplomáticas entre as duas maiores economias do mundo. No Reino Unido, o provável voto no Parlamento britânico sobre os ajustes ao acordo do Brexit pode trazer volatilidade extra. Aqui no Brasil, o destaque é o relatório de crédito bancário de dezembro do Banco Central.

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