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Desaceleração da economia pode gerar riscos aos investidores

Por Bruna Santos
27 dezembro 2018 - 08:27

Na composição do portfólio de investimentos em 2019, é importante considerar as atividades que estão em desaceleração, pois elas podem se tornar um risco econômico. O enfraquecimento da demanda externa capitaneado por China e Estados Unidos causará implicações em diversas economias, resultando em efeitos negativos nos mercados.

Christopher Dhanraj, chefe de Estratégia de Investimento iShares para operações com ETF nos EUA da BlackRock, argumenta que o Japão será um dos países que mais sentirá os efeitos da desaceleração da economia global devido à sua pauta ampla de exportações, principalmente para os EUA.

O executivo acrescenta que o crescimento da economia japonesa será amplamente desafiado porque as ações japonesas já estão mais baratas em comparação à outras épocas e as incertezas da demanda doméstica nos EUA deverão atingir o seu ápice no ano que vem, impactando diretamente na receita do país. E qualquer movimento mais intenso no câmbio, pode gerar a valorização do iene, o que igualmente prejudicará o crescimento das exportações.

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Coreia e Taiwan também devem sentir os efeitos da desaceleração da economia global, porém as consequências poderão ser ainda mais graves devido à queda no mercado de semicondutores. Dhanraj enfatiza que os dois países enfrentarão um cenário assustador de redução drástica na demanda pelo produto, a não ser que o mercado externo aqueça novamente, embora essa não seja a tendência esperada.

Para o executivo, é importante que os investidores mantenham um portfólio diversificado e com exposição internacional, até porque em 2018, os mercados emergentes superaram os mercados desenvolvidos nos períodos de maior volatilidade e é por isso que a BlackRock continua a recomendar o investimento em países como China, Índia e Brasil.

“Acreditamos que os aspectos positivos (dos países emergentes) superam os negativos, mas cada um desses mercados tem seus próprios riscos políticos e eles podem ser impactados pela desaceleração do crescimento. Daí a importância de manter um portfólio seletivo (…)” – afirmou Dhanraj em um artigo publicado no Seeking Alpha, comunidade global de investimentos.

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