Mercados

Depois da soja, Brasil mostra boas vendas de carne bovina para a China

Por Bruna Santos
15 abril 2020 - 07:59 | Atualizado em 15 abril 2020 - 07:59
vendas de carne bovina

Após a soja brasileira manter seu destaque no mercado chinês, é a vez das vendas de carne bovina. Dados da indústria e especialistas do setor apontam que as exportações brasileiras da proteína dobraram em março na comparação anual.

Em contrapartida, outros mercados popularmente relevantes para o Brasil, como o Chile, reduziram as suas respectivas demandas, afetados pelo coronavírus.

Apontamentos mostram que o Chile, o quarto maior importador da carne bovina brasileira comprou 6,77% a menos (7,46 mil toneladas).

De acordo com o consultor em Gerenciamento de Risco especializado em pecuária da INTL FCStone, Caio Toledo, mais de 30% das vendas de carne bovina do Brasil são destinados a China desde agosto do ano passado.

Segundo ele, atualmente dependemos mais dos chineses em razão dos lockdowns, como na UE que reduziu a necessidade da importação.

Apenas em março, os embarques de carne bovina, incluindo o produto in natura e processado, totalizaram 147,08 mil toneladas. Isso corresponde a um salto de 2,72% na base anual, conforme dados da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec).

Do total, a China respondeu por aproximadamente 35%, totalizando 51,86 mil toneladas importadas no período, isto é, +108% ante 2019. Especialistas acreditam que o mercado brasileiro deve crescer diante da credibilidade chinesa e, desse modo, passar a atrair novos investimentos.


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