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Demissão de Levy dificulta ambiente de estabilidade no mercado

Por Pablo Vinicius Souza
17 junho 2019 - 10:27

Conforme antecipado pelo portal, o presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) se demitiu no último domingo.

No sábado, Joaquim Levy foi alvo de críticas públicas, proclamadas pelo presidente da República, Jair Bolsonaro, em razão da nomeação do advogado Marcos Barbosa Pinto, para o cargo de diretor de Mercado de Capitais do banco de fomento.

Barbosa Pinto já havia trabalhado como assessor da instituição durante o governo PT, entre 2005 e 2007.

Para o ministro da Economia, Paulo Guedes, é natural que o presidente se sinta “agredido” com “nomes ligados ao PT”.

Em nota, Levy desejou a Guedes “sucesso nas reformas” e espera que o ministro da Economia aceite sua demissão.

O comunicado intensificou o clima de instabilidade, gerado pela onda de demissões no alto escalão do governo de Bolsonaro.

A forma como Bolsonaro conduziu a demissão de Levy, contudo, foi recebida por críticas entre pesos pesados do mercado financeiro.

De acordo com o Estadão/Broadcast, o temor é que a visão do investidor estrangeiro sobre o Brasil seja afetada. Além de classificar a posição do presidente como algo desnecessário, pode também dificultar a atração de bons nomes para o governo.

Ao G1, Guedes lembrou da promessa de campanha de Bolsonaro: “abrir a caixa-preta” do BNDES, o que ainda não aconteceu.

Assim sendo, não é de hoje que o governo e a equipe econômica estão insatisfeitos com o desempenho do BNDES.

Ainda segundo o Estadão/Broadcast, executivos do mercado financeiro chamam atenção para o impacto que pode ser sentido no andamento da agenda de recuperação da economia brasileira.

Com isso, a Folha destaca que Bolsonaro intensifica “fritura” de aliados às vésperas da ida de Moro ao Senado para explicar os vazamentos de conversas com membros da força-tarefa da Lava-Jato.

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