Economia

IFNC: Demanda por liquidez dispara com vírus e CMN autoriza BC a emprestar para bancos via LFGs

Por TradersClub
02 abril 2020 - 10:19 | Atualizado em 30 novembro 2020 - 17:21
ata dura

O Conselho Monetário Nacional autorizou hoje o Banco Central a conceder empréstimos a instituições financeiras mediante a emissão de Letras Financeiras Garantidas (LFGs), tendo as carteiras de crédito como colateral, em uma tentativa para manter o fluxo de liquidez estável frente ao aumento da demanda observada no mercado de crédito com a propagação da pandemia de coronavírus. Os créditos serão dados em garantia no âmbito de registradora de ativos financeiros e transferidos ao BC mediante a emissão de LFGs, depositadas em depositário central. As operações terão prazo de no mínimo 30 dias e, no máximo, 359 dias corridos, disse o banco em comunicado. O programa forma parte da criação de uma Linha Temporária Especial de Liquidez, ou LTEL. A adoção de linhas especiais de liquidez por bancos centrais de outros países, tendo como lastro operações de crédito, “tem sido instrumento amplamente anunciado e utilizado” como uma das respostas à crise, disse o comunicado.

O CMN, o mais importante órgão de decisão de política econômica no Brasil, permitiu que sejam passíveis de garantia “um amplo espectro de ativos de natureza creditícia integrantes da carteira das instituições bancárias”, como créditos com níveis de risco avaliados como AA, A e B, ou seja, os melhor avaliados, “mediante exigência de garantia em valor superior ao do empréstimo, de forma proporcional ao risco das operações de crédito ofertadas em garantia”. Estima-se que a elegibilidade de créditos para a operação seja da ordem de R$650 bilhões. O CMN também adiou a entrada em vigor de mudanças nas regras de portabilidade de crédito, que haviam sido aprovadas em novembro passado e deveriam entrar em vigor em abril e junho. O Conselho autorizou o BC a firmar contrato de swap em dólares com o Federal Reserve e promoveu alterações na regulação para adequá-la ao montante a ao prazo do novo contrato. Finalmente, também autorizou que produtores rurais beneficiários do Proagro façam a comunicação de perdas de forma remota. (Guillermo Parra-Bernal)


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