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Déficit primário da União deve fechar ano em R$ 80 bilhões, prevê Paulo Guedes

Por Bruna Santos
17 outubro 2019 - 09:20
recuperação econômica; ministério da economia

Para o ministro da Economia, Paulo Guedes, o déficit primário da União chegará a R$ 80 bilhões em 2019. O montante ficará bem abaixo da meta fiscal proposta pelo governo e aprovada pelo Congresso Nacional, de R$ 139 bilhões.

De acordo com o comentarista de política e economia da GloboNews, Valdo Cruz, a previsão do ministro leva em consideração a forte expectativa de entrada dos recursos do megaleilão do petróleo excedente da cessão onerosa, marcado para novembro.

Guedes acredita que ao menos R$ 20 bilhões vão entrar nos cofres do Tesouro Nacional, da parte do governo federal.

Sem isso, avaliou o ministro, já seria possível encerrar 2019 com um rombo público na casa de R$ 100 bilhões. Agora, no entanto, a perspectiva é findar com um déficit de R$ 80 bilhões que, se confirmado, se configuraria no menor déficit desde 2015.

Naquela época, o rombo das contas públicas da União ficou em R$ 120,5 bilhões.

A última vez em que o governo registrou superávit primário foi em 2013, quando as contas contabilizaram R$ 72,1 bilhões. Desde então, a União fecha o ano no vermelho. No ano passado o rombo chegou a R$ 120,2 bilhões.

A princípio, a meta do ministro era zerar o déficit primário da União no primeiro ano do governo Jair Bolsonaro. Segundo ele, isso seria possível desde que a União ficasse com todos os recursos a serem obtidos com o megaleilão.

Isso, contudo, não era plausível, argumentou ele, pois dificultaria a parceria com a Câmara e o Senado na aprovação de medidas oriundas da equipe econômica, como a Previdência.

Ficou acordado que o governo ficará com, em média, R$ 50 bilhões. Deste montante, avalia Paulo Guedes, R$ 20 bilhões devem entrar no caixa do Tesouro Nacional em 2019, afinal, as empresas vencedoras do leilão poderão fazer o pagamento em duas parcelas (2019 e 2020).


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