Economia

Déficit primário e comissão mista da reforma tributária

Por Fast Trade
23 julho 2020 - 07:30 | Atualizado em 23 julho 2020 - 10:14

O 3º Relatório Bimestral de Avaliação de Receitas e Despesas pelo Ministério da Economia sugeriu que o rombo nas contas públicas do Governo Central (déficit primário) deve chegar a R$ 787,449 bilhões em 2020, um pouco a menos do que a previsão anterior.

Baixe agora: Guia completo para obter sucesso nos investimentos na Bolsa

Anteriormente, a previsão divulgada pelo governo no início de julho previa um déficit primário de R$ 795,6 bilhões para o ano. Além disso, a estimativa para a receita primária total de 2020 caiu R$ 21,201 bilhões na comparação com o relatório bimestral de dois meses atrás.

Baixe gratuitamente: Guia completo de como ter sucesso nas operações de Day Trade

Desse modo, a receita primária total prevista está em R$ 1,456 trilhão, contra R$ 1,477 trilhão. Assim também, a previsão para as receitas administradas teve forte decréscimo (-R$ 23,040 bilhões), derrubando o saldo de R$ 914,334 bilhões para R$ 891,294 bilhões.

Números da arrecadação e despesas previstos no déficit primário 2020

Segundo o relatório do Ministério da Economia, a arrecadação esperada para os royalties do petróleo subiu R$ 5,253 bilhões, totalizando R$ 57,329 bilhões Por sua vez, o valor arrecadado com concessões também cresceu R$ 448,5 milhões, para R$ 4,748 bilhões em 2020.

Em contrapartida, as receitas com dividendos recuaram R$ 11,6 milhões, para R$ 6,038 bilhões.

Baixe gratuitamente: Descubra o seu perfil de investidor e aprenda a investir melhor o seu patrimônio

Vale destacar ainda a estimativa para as despesas totais no ano duramente afetado pela pandemia do novo coronavírus, que exigiu muitas medidas econômicas emergenciais.

Não será preciso, contudo, cumprir a meta de déficit primário de 2020, estipulada em R$ 124 bi, já que o Congresso autorizou um gasto acima do previsto em decorrência da pandemia, batizado de “orçamento de guerra”.

Baixe gratuitamente: 5 excelentes motivos para investir AGORA na Bolsa de Valores

O salto foi de R$ 229,300 bilhões em relação ao relatório divulgado pela Pasta em maio, que já previa uma despesa total de R$ 1,753 trilhão. Agora, essa estimativa chegou a R$ 1,982 trilhão.

Nesse contexto, as despesas obrigatórias cresceram R$ 233,558 bilhões. Já os gastos discricionários declinaram R$ 4,257 bilhões.

Teto de gastos

Para o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), um dos grandes desafios para 2021 será manter o teto de gastos.

“Abrir o teto de gasto, criar um novo imposto para ter receita para gastar olhando a eleição, aí já desorganizou tudo que está sendo construído”.

Baixe gratuitamente: Guia completo sobre investimentos em fundos multimercados

Em live com o economista Renoir Vieira, ele afirmou que um debate sobre a mudança no teto de gastos só pode ocorrer após a organização da estrutura da administração pública.

“Mas acho que essa pressão não vai ser pequena não, vai ser muito grande, e nós temos que ficar atentos a isso”, declarou.

Comissão da reforma tributária ouvirá Guedes

O presidente da comissão mista da reforma tributária, senador Roberto Rocha (PSDB-MA), confirmou que o colegiado voltará a discutir o tema na próxima quinta-feira (30).

Com um calendário de atividades ainda incerto, a expectativa gira em torno da audiência marcada para 4 de julho, com representantes do Ministério da Economia.

Baixe gratuitamente: Análise técnica de ações e futuros

De acordo com a TV Senado, Rocha disse que a pretensão é “limpar a pauta” e realizar as audiências públicas remotamente. A expectativa do presidente da comissão é votar a reforma tributária que unifica os interesses da Câmara, do Senado e do governo federal em 2020.

Ele ainda destacou que o texto convergente deve refletir os interesses do governo estadual, municipal, bem como o setor privado, indústrias, comércio e serviço.

Baixe agora o e-book: Dólar e Mini Dólar – Desvendado este mercado


Sobre o autor