Agronegócio

Defensivos agrícolas podem ter alta de 70% nas próximas semanas

Por Fast Trade
28 setembro 2021 - 06:21 | Atualizado em 28 setembro 2021 - 08:56
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O preço do glifosato, um dos defensivos agrícolas mais usados no Brasil, avançou 233% em relação a 2020 e pode ter novo aumento de até 70% nas próximas semanas. O novo patamar, decorrente da crise energética chinesa, pode atingir, portanto, o triplo do período pré-pandemia.

Algumas das principais fabricantes do insumo na China estão paradas por causa das restrições ao uso de energia no país. Tal fato impacta diretamente o Brasil, que só em 2020 importou mais de 134 mil toneladas de glifosato, imazaquim e lactofen. Os dados são do ComexStat.

Províncias chinesas conhecidas pela produção dos defensivos agrícolas como YunNan e Jiansgu tiveram a disponibilidade energética reduzida em até 90%. Além disso, o preço do fósforo amarelo, insumo do glifosato, dobrou nas primeiras duas semanas de setembro.

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A Companhia das Cooperativas Agrícolas do Brasil (CCAB) disse aos clientes em comunicado que “Grandes aumentos de preços e cancelamento de embarques são esperados”.

Reflexos na economia brasileira

De acordo com Christian Lohbauer, presidente da CropLife, os defensivos que serão usados até janeiro já estão no Brasil. Agora, porém, a dificuldade do produtor é repor o estoque com dólar e custo de logística crescente.

Nesse sentido ainda, Karina Cavalcante, coordenadora de Agronegócios da BMJ Consultores Associados, afirmou que a alta nos preços dos defensivo pode impactar toda cadeia produtiva. Sendo assim, o aumento de preços pode chegar ao consumidor já nesta safra.

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A falta de energia na China tem relação com os planos do país de reduzir a emissão de poluentes. O preço do carvão mineral, ademais, disparou no mercado. Isso prejudicou a capacidade de geração das termelétricas.

Outra preocupação do agronegócio brasileiro é a redução no ritmo de esmagamento de soja na China. O movimento, todavia, não deve afetar o mercado de exportação brasileiro. É o que afirma, Liones Severo, sócio-diretor do SimConsult.

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