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Defasagem do preço da gasolina chega a 24%; direção da Petrobras traça nova estratégia

Por Fast Trade
03 março 2022 - 11:20 | Atualizado em 03 março 2022 - 13:07
Preço dos combustíveis

De acordo com o consultor em Gerenciamento de Risco da consultoria StoneX, Pedro Shinzato, a defasagem entre os preços da Petrobras (PETR3/PETR4) e os preços praticados no cenário internacional chegou aos 24% para a gasolina e 27% para o óleo diesel.

A petrolífera está usando estoques comprados há aproximadamente dois meses, por um preço mais baixo. Dessa forma, ela consegue evitar o desgaste do caixa. Todavia, se a situação continuar, a reserva pode acabar e, assim, faltar estoque para o abastecimento interno.

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O tema já é discutido pela direção da companhia que está avaliando uma nova estratégia diante do cenário. Caso a estatal repasse os aumentos aos consumidores, haveria alta de 9% na gasolina e 17% no óleo diesel, isso de maneira simples, desconsiderando outros custos.

Para piorar a situação, embora o Brasil seja superavitário em Petróleo, não consegue ter um bom desempenho em refino. Sendo assim, depende de importação para suprir sua demanda interna. Além disso, o cenário global é de restrição da oferta de petróleo.

Encurtamento da oferta global

Só no caso do diesel, a importação supre 25% da demanda interna. A importação por terceiros é inviabilizada de acordo com Sérgio Araújo, presidente da Associação Brasileira de Importadores de Combustíveis (Abicom). Por fim, a concorrência não está fornecendo os combustíveis tendo em vista a incapacidade de competir.

Ou seja, a responsabilidade do abastecimento de combustíveis no Brasil ficou sob os ombros da Petrobras. O preço nas bombas vai depender do nível de reajuste determinado pela estatal.

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Segundo Luciano Losekann, especialista em petróleo e professor da Faculdade de Economia da Universidade Federal Fluminense (UFF), embora haja um nível de incerteza grande, dificilmente o barril de petróleo será negociado por menos de US$ 100 nos próximos dias.

“Como já tem um mês desde o último reajuste, devemos ter um aumento nos próximos dias, embora acredite que a Petrobras não repasse a alta integral aos consumidores, num primeiro momento”, disse Losekann.

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