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De igrejas à contrabando, todos pagarão impostos, diz Marcos Cintra sobre modelo de contribuição previdenciária

Por Eloiza Amaral
29 abril 2019 - 13:51

Em entrevista ao jornal Folha de S. Paulo, publicada nesta segunda feira (29), o secretário da Receita, Marcos Cintra, falou sobre seu desejo de implantar um novo imposto que irá incidir sobre todas as transações financeiras, com o objetivo de acabar com imunidades.

“Todo o mundo vai pagar esse imposto, igreja, a economia informal, até o contrabando”, disse Cintra.

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Este modelo de contribuição previdenciária teria uma alíquota de 0,9% em operações e substituiria os 20% retirados da folha de pagamento.

“Vamos acabar com a contribuição de 20% das empresas ao INSS e extinguir as alíquotas dos funcionários, que variam de 8% a 11%. Isso não faz mais sentido em 1 mundo onde as relações de trabalho mudaram, onde você tem o autoemprego, o trabalho de aplicativos como o Uber. Hoje, isso representa pouco do PIB [Produto Interno Bruto], mas cresce de forma assustadora”, afirmou Cintra. Ele ainda negou que o projeto vá contra a PEC da reforma da Previdência que está sendo articulada pelo governo.

“O novo imposto será permanente e não incidirá somente sobre operações de débito feitas pelo sistema bancário. Será muito mais amplo. Abarcará qualquer transação envolvendo pagamentos, até escambo”, disse.

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Com isso, o secretário acredita que conseguirá implementar apenas um imposto federal, unificando PIS, Cofins, uma parte do IOF e o IPI,  após convencer o setor de serviços.


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