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CRFB3: Carrefour perde R$ 2 bilhões em valor de mercado após homicídio em loja

Por Fast Trade
24 novembro 2020 - 11:46 | Atualizado em 24 novembro 2020 - 13:36
Carrefour (CRFB3)

O Carrefour Brasil (CRFB3) perdeu R$ 2,2 bilhões em valor de mercado na véspera (23), para R$ 38,3 bilhões. Além disso, as ações da varejista registraram expressiva queda na segunda-feira (23), destoando da alta anotada pelo Ibovespa.

Desse modo, ao final do pregão, os papéis CRFB3 cederam 5,35%, para R$ 19,30, ao passo que o Ibovespa subiu 1,26%. Ademais, o volume negociado das ações CRFB3 foi de R$ 454 milhões, ante a média diária de R$ 125 milhões dos últimos 21 pregões.

Os papéis da empresa fecharam em leve alta na sexta-feira (20), após João Alberto Freitas, de 40 anos, ter sido espancado e morto por dois seguranças a serviço na noite de quinta-feira (10).

O caso aconteceu no estacionamento de uma loja da Companhia em Porto Alegre (RS), na véspera do Dia da Consciência Negra. Desde ontem, no entanto, o Carrefour começou a sentir na Bolsa de Valores os impactos da crise de imagem instaurada.

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Protestos e repercursão

Houve protestos na frente de algumas lojas do Grupo, fato que afetou as vendas. Até mesmo senadores cobraram explicações do maior grupo varejista do Brasil, com R$ 62 bilhões em vendas anuais e 700 lojas.

Assim também, as ações de concorrentes do Carrefour não tiveram uma boa performance na segunda-feira. A ação ON do Grupo Pão de Açúcar, por exemplo, recuou 3,97%. Já os papéis do Grupo Mateus caíram 1,96%.

De acordo com a Genial Institucional, a morte de Freitas “pode gerar pressão sobre o estoque no curto prazo”. Segundo a equipe, isso aconteceria em razão dos riscos à sua imagem, “embora não deva afetar a operação no longo prazo”.

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Desfecho para o Carrefour (CRFB3)

Os seguranças que espancaram João Alberto Silveira Freitas não eram funcionários do próprio Carrefour, mas sim terceirizados. Não se sabe, portanto, se a Justiça responsabilizará a varejista.

Por outro lado, parte do mercado entende que a rede precisa esclarecer que seus prestadores de serviço não podem agir em divergência aos seus princípios.

À Agência Estado, a analista do setor na casa de análises Eleven Financial, Daniela Bretthauer, lembrou que esse não foi o primeiro caso envolvendo segurança de lojas e, de acordo com ela, “dado o porte do Carrefour”, a Companhia deveria fazer um “trabalho melhor de treinamento”.

Recentemente, um cachorro foi morto por um segurança da empresa de uma unidade de Osasco, no interior de São Paulo. O caso aconteceu em 2018. Dois anos depois, em agosto, um colaborador morreu em uma das lojas de Recife (PE), mas seu corpo foi ocultado por guarda-sóis e a unidade continuou operando.

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Medidas adotadas pelo Carrefour

Em comunicado ao mercado, o Grupo Carrefour Brasil lamentou o ocorrido nesta terça-feira (24).

A Companhia também garantiu que “está apurando todos os fatos e tomando as providências cabíveis em relação à trágica e brutal morte” de João Alberto.

Dentre as medidas anunciadas pela varejista após o ocorrido, ficou estabelecido que todo o resultado de lojas Carrefour no Brasil na última sexta-feira, 20 de novembro de 2020, Dia da Consciência Negra, será revertido para projetos de combate ao racismo no País como um esforço “para ajudar a evitar que isso se repita”, diz o texto.

Assim também, o Grupo Carrefour Brasil anunciou a criação de um fundo para promover a inclusão racial.

Com aporte inicial de R$ 25 milhões pela Companhia, o fundo também serivrá para combater o racismo, conforme mostra o fato relevante assinado pelo Diretor Vice-Presidente de Finanças e Diretor de Relações com Investidores Grupo Carrefour Brasil, Sébastien Durchon.

Por fim, acompanhe o Fast Trade para ficar por dentro dos principais destaques do Ibovespa.

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