Economia

Cresce preocupação com a inflação de 2022 depois do IPCA-15 de janeiro

Por Fast Trade
31 janeiro 2022 - 06:06 | Atualizado em 31 janeiro 2022 - 07:00
Inflação
Créditos: shutterstock.com

De acordo com pesquisa do Valor com 110 instituições financeiras, as perspectivas para a inflação em 2022 estão piores depois da divulgação do IPCA-15 de janeiro. O indicador foi qualitativamente ruim e revelou a continuidade da dinâmica vista no final do último ano.

Realizada entre os dias 24 e 28 deste mês, a sondagem atingiu mediana de 5,24% para o IPCA, acima do teto da meta (5%). Já o ponto-médio das projeções para a inflação de 2023 foi de 3,4%, mais alto do que o centro da meta para o ano (3,25%). Além disso, 74,5% das instituições financeiras consultadas acreditam num IPCA no limite do teto da meta de 2022 ou acima dele.

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Revisões das instituições financeiras

“A inflação começou 2022 da mesma forma que encerrou 2021: surpreendendo para cima”, disseram os economistas da LCA Consultores. A casa revisou a projeção da inflação para 6% no final deste ano.

“A piora na expectativa de safra, devido a reveses climáticos, têm trazido maior persistência de pressões na cadeia produtiva agropecuária”, explicaram. Apontaram como problema, ademais, os gargalos globais e o aumento nos preços das commodities.

Nesse sentido ainda, Elisa Machado, economista-chefe da ARX Investimentos, disse que o IPCA-15 mostrou um “número feio”. “Os núcleos vieram pressionados e muito puxados. Foi realmente um número bem ruim”, disse, mas manteve a projeção da inflação em 5,3%.

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Segundo Sergio Vale, economista-chefe da MB Associados, o IPCA deve começar a diminuir o ritmo a partir de março. “É provável que a inflação de alimentos seja menor do que foi ano passado, de 7,9%, mas deverá ser maior do que se estimava”, discorre sobre o assunto.

A casa revisou a projeção para a inflação de 4,7% em 2022 para 5,8%. A Selic, portanto, também foi alterada. A expectativa é que o Banco Central (BC) atinja 12,25% ao ano de taxa básica de juros ao invés dos 11,75% anteriores.

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Cresce a preocupação com a inflação de 2022 depois do IPCA-15 de janeiro

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