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Cresce a demanda por soluções e profissionais de segurança cibernética

Por Fast Trade
26 agosto 2021 - 15:51 | Atualizado em 26 agosto 2021 - 16:24
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No Brasil e no mundo, cresce a demanda no mercado de segurança cibernética, sobretudo, em virtude dos últimos ataques de hacker às corporações. Nos últimos meses, diversas empresas como JBS, Lojas Renner, Cosan e Braskem, sofreram com ataques cibernéticos.

Isso mostra que esse tipo de crime encontrou uma brecha importante para agir durante o período de pandemia. Só no Brasil foram registradas mais de 3,2 bilhões de tentativas de ataques, apenas no primeiro trimestre deste ano. Nesse sentido, o número representa quase o dobro em relação aos três primeiros meses de 2020, de acordo com a empresa de segurança Fortinet. Com isso, cresce também a demanda por soluções e profissionais de segurança cibernética.

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As tentativas de ataque bem-sucedidas resultam em grandes perdas globais. Segundo informação da União Internacional das Telecomunicações, estima-se um prejuízo entre US$ 1 trilhão, em 2020 e US$ 6 trilhões em 2021.

Desse modo, empresas que já foram vítimas desses criminosos e também as que temem fazer parte dessa estatística, têm procurado maneiras de se armar, adquirindo serviços de segurança e compartilhando informações.

O setor de cibersegurança apresenta ótimos resultados financeiros, devido o aumento nas demandas. Em 2020, o setor faturou US$156,2 bilhões no mundo, as estimativas indicam que pode alcançar US$352,2 bilhões em 2026, de acordo com um levantamento da consultoria Mordor Intelligence. Ao mesmo tempo, na América Latina, o setor, avaliado no ano de 2020, em US 4,84 bilhões, deve chegar a US$ 9,57 bilhões em 2026. Em contrapartida

Setor de Cibersegurança no Brasil

Cristiano Lincoln Mattos, diretor-presidente da Tempest Security, uma das principais empresas de cibersegurança do Brasil, diz que o mercado local é fragmentado e o crescimento poderá ser tanto de maneira orgânica, quanto com fusões e aquisições.

“De um lado temos a atuação das grandes empresas multinacionais de tecnologia, que também trabalham com cibersegurança aqui e no resto do mundo, como a IBM, Accenture, Cisco, Dell, entre outras, que se beneficiam do seu tamanho e marca para conseguir grandes contratos. De outro, uma enorme quantidade de empresas pequenas, com faturamento entre R$ 5 milhões a R$ 20 milhões, e nesse meio algumas grandes nacionais”, explicou o executivo.

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Lincoln ressalta que a Tempest viu um crescimento entre 36% e 37% de 2019 para 2020, e cerca de 40% de 2020 para 2021, com o aumento na procura de cibersegurança. “A pandemia com certeza acelerou um movimento de transformação no setor que já vinha acontecendo”, disse. Assim

Roberto Rebouças, gerente-executivo da Kaspersky no Brasil vê um perfil de mudanças nas empresas, uma vez que passaram a priorizar a segurança. “Mais do que isso, elas começaram a investir em soluções corretas para dificultar a vida do criminoso”, afirmou.

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Cresce a demanda por soluções e profissionais de segurança cibernética

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