Agronegócio

Crédito Rural: contratações avançaram 30% até a metade da safra 2021/22

Por Fast Trade
10 janeiro 2022 - 16:20 | Atualizado em 10 janeiro 2022 - 16:54
agropecuária

As contratações de crédito rural avançaram 30% no período de julho a dezembro, mostrando um bom desempenho na primeira metade da safra 2021/22. Segundo um levantamento realizado pelo Ministério da Agricultura, no total, foram destinados R$ 86,8 bilhões para o custeio e R$ 46,7 bilhões em investimentos, superando o volume de recursos demandado em igual intervalo de 2020.

Ao mesmo tempo, no apoio à comercialização, as solicitações de crédito somaram R$ 17,3 bilhões, em um salto de 65% na mesma base de comparação. Para a industrialização, o montante disponibilizado foi de R$ 8,8 bilhões (+23%), apesar de o número de contratos ter diminuído em relação ao ciclo anterior.

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Desse modo, a participação dos recursos controlados no valor total das liberações foi de 68%, na mesma linha do que foi observado no ano anterior. Este percentual, contudo, foi de 50% para os valores obrigatórios e os da poupança rural, o que representa o mesmo patamar observado em igual período da safra passada.

Acima de tudo, os programas de investimento com maior demanda de recursos foram o Procap-Agro (95%), Moderfrota (65%) e o Pronaf (62%). De acordo com o ministério, o aumento na procura pelo Procap-Agro ocorreu porque o financiamento disponível neste segmento foi de R$ 1,5 bilhão, o que representa quase quatro vezes o montante oferecido na última safra.

Remanejamento de recursos para a safra 2021/22

No final do ano passado, ocorreu um remanejamento de recursos destinados às linhas de financiamento das instituições financeiras. A pasta da Agricultura informou que houve um aumento de R$ 1,72 bilhão para as atividades de custeio, sendo R$ 710 milhões disponibilizados para o Pronaf, R$ 270 milhões para o Pronamp e R$ 741 milhões para os demais segmentos.

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Em contrapartida, em relação aos investimentos, a maior dotação do orçamento foi direcionada para os projetos ABC (R$ 195 milhões) e PCA (R$ 93 milhões).

Por fim, ao final de 2021, do total do saldo de recursos equalizáveis remanescentes, 36% destinaram-se aos investimentos e 37% foram para os centros de custeio, comercialização e a industrialização.

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